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Estudo sobre transformação industrial aponta que Ribeirão se destaca no setor farmacêutico

Região de Franca, segundo a Fundação Seade, é referência no ramo de couros; economista Fred Nazar explica o levantamento
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Região de Franca, segundo a Fundação Seade, é referência no ramo de couros; economista Fred Nazar explica o levantamento

Região de Franca, segundo a Fundação Seade, é referência no ramo de couros; economista Fred Nazar explica o levantamento

Um levantamento da Fundação Seade revelou dados interessantes sobre a industrialização em regiões de São Paulo. Campinas figura entre as dez mais industrializadas do Brasil, superando até mesmo a região metropolitana de São Paulo. Ribeirão Preto se destaca na produção de farmoquímicos e farmacêuticos, enquanto Franca mantém sua posição como polo calçadista.

Desempenho Regional e Setores de Destaque

A pesquisa da Fundação Seade aponta um crescimento expressivo no setor farmoquímico e farmacêutico em Ribeirão Preto, com o número de empregos dobrando nos últimos anos. Esse crescimento se soma à já reconhecida força da região nos setores de comércio e serviços. Franca, por sua vez, demonstra crescimento acentuado no setor de serviços, impulsionado pelas mudanças econômicas recentes. Apesar disso, o setor calçadista de Franca, embora ainda significativo, apresenta uma leve desaceleração.

Análise Econômica do Setor Industrial

O economista Fred Nazar destaca a importância fundamental do setor industrial para a economia, comparando-a a uma engrenagem onde o investimento gera produção, que por sua vez gera renda e consumo. Ele enfatiza que a indústria demanda investimentos para produção e comercialização de seus produtos, sendo o motor da geração de empregos e renda. Em Ribeirão Preto, a presença da USP contribui significativamente para o desenvolvimento do setor farmacêutico, impulsionado também pelo surgimento de startups inovadoras na área.

Desafios e Perspectivas do Polo Calçadista de Franca

Apesar do desempenho positivo de Franca no setor calçadista, a pesquisa indica uma redução de 3,5% na participação na economia paulista entre 2003 e 2021. Nazar atribui essa desaceleração à concorrência com produtos asiáticos, principalmente chineses, que oferecem preços mais baixos devido à diferença de custos de mão de obra. Ele ressalta a necessidade de investimentos constantes por parte dos empresários do setor calçadista francano, incentivando a inovação em qualidade, design e moda para agregar valor aos produtos e se manterem competitivos no mercado global. A solução passa por focar em qualidade, design e moda para agregar valor ao produto e aumentar a lucratividade, em vez de se concentrar apenas em preço.

Em suma, o estudo da Fundação Seade apresenta um panorama complexo da industrialização paulista, com regiões mostrando crescimento em setores específicos, enquanto outras enfrentam desafios de competitividade. A inovação, o investimento e a adaptação às mudanças do mercado são cruciais para garantir o sucesso a longo prazo.

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