Pesquisador Vitor Engracia Valenti acredita que a nova variante pode neutralizar outras cepas
Um estudo sul-africano indica que a variante Ômicron do coronavírus, apesar de sua rápida disseminação, apresenta uma chance de hospitalização até 70% menor em comparação com a variante Delta.
Ômicron e sua interação com outras variantes
De acordo com o professor e pesquisador da Unesp, Vítor Engraça Valente, a Ômicron consegue infectar mais facilmente pessoas que já tiveram Covid-19 ou que foram vacinadas. Entretanto, um dado interessante é que indivíduos infectados pela Ômicron desenvolvem uma imunidade que também protege contra a variante Delta. É importante ressaltar que a vacinação e os cuidados de prevenção continuam sendo cruciais.
Projeções para os próximos meses
Utilizando modelos matemáticos, o professor Valente projeta que, até junho ou julho de 2022, cerca de 40 mil pessoas em Ribeirão Preto podem ser infectadas pela Ômicron. Essa estimativa considera a rápida disseminação observada em outros países e leva em conta que um grande número de infectados (até 90%) pode apresentar sintomas leves ou ser assintomático. A comparação com a onda da variante Delta na África do Sul mostra uma redução significativa em hospitalizações, internações e óbitos.
Considerações finais
Apesar do número projetado de infecções, o professor Valente enfatiza a importância da cautela, não do pânico. Com a maior parte da população vacinada, o risco de casos graves é reduzido. Medidas como o uso de máscaras em ambientes fechados e a preferência por encontros ao ar livre continuam sendo recomendadas. A possibilidade de a Covid-19 se tornar uma endemia em 2022 é considerada alta, com diminuição de casos diários e mortes, e a doença circulando de forma sazonal.



