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Estudo vê otimismo no uso do própolis verde no tratamento de pacientes com Covid-19

Virologista Eurico Arruda e a professora e pesquisadora Priscyla Gaspari, explicam que os testes ainda são laboratoriais
própolis verde Covid-19
Virologista Eurico Arruda e a professora e pesquisadora Priscyla Gaspari, explicam que os testes ainda são laboratoriais

Virologista Eurico Arruda e a professora e pesquisadora Priscyla Gaspari, explicam que os testes ainda são laboratoriais

Pesquisadores de todo o mundo buscam soluções para controlar a pandemia de coronavírus, testando substâncias com potencial para tratar a Covid-19 em diferentes estágios da doença. Na USP de Ribeirão Preto, o extrato de própolis verde é uma das substâncias em estudo.

Avanços científicos no combate ao coronavírus

O vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, é resultado de um pulo de espécie de um vírus de morcego para humanos. Sua alta transmissibilidade se deve à sua capacidade de se ligar facilmente à enzima conversora de angiotensina, proteína abundante no trato respiratório. O vírus sofre mutações durante a replicação, gerando variantes como a P1, predominante no Brasil e mais agressiva, principalmente em jovens. Apesar de não ser um vírus altamente mutante, essas mutações conferem vantagens evolutivas, como maior transmissibilidade.

O papel do própolis verde no tratamento da Covid-19

Estudos in vitro com extrato de própolis verde mostraram uma redução de até 10 vezes na replicação viral. A formulação em nanopartículas parece facilitar a entrada do própolis na célula, potencializando seu efeito. Entretanto, são necessários estudos clínicos para confirmar esses resultados em pacientes. Outras substâncias, como Tenofovir e Bromexina, também estão em estudo, mostrando resultados promissores in vitro, com redução significativa da replicação viral. Esses estudos seguem rigorosos protocolos, incluindo testes cegos com placebo, para garantir a validade dos resultados.

Testes e o futuro das pesquisas

Os testes in vitro são a primeira etapa na avaliação do potencial de uma substância. Eles envolvem infectar células com o Sars-CoV-2 e adicionar a substância em estudo para verificar sua capacidade de inibir a replicação viral. Resultados positivos em testes in vitro abrem caminho para testes in vivo em animais, e posteriormente, estudos clínicos em humanos. Embora haja otimismo com os resultados preliminares, ainda é cedo para prever quando possíveis medicamentos chegarão ao mercado. A pesquisa científica requer tempo para desenvolvimento, análise e conclusão, garantindo a segurança e eficácia dos tratamentos.

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