Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Olá ouvintes da CBN! Hoje vamos falar sobre um estudo que revolucionou a cardiologia mundial: o Estudo de Framingham.
A Origem do Estudo de Framingham
Framingham é uma pequena cidade em Massachusetts, Estados Unidos, com cerca de 70 mil habitantes. Fundada em 1700, essa cidade se tornou palco de um dos projetos de pesquisa mais importantes da história da medicina. Na década de 1940, pesquisadores iniciaram um estudo para entender os fatores que influenciam a saúde cardiovascular. Eles acompanharam cerca de 5 mil pessoas, buscando identificar o que aumentava o risco de doenças circulatórias.
Descobertas Cruciais ao Longo das Décadas
Em 1960, as primeiras conclusões foram divulgadas, mostrando que colesterol alto, tabagismo, pressão alta, sedentarismo e obesidade aumentavam o risco de infarto e derrame. Nos anos 70, a pesquisa avançou, revelando a relação entre diabetes, menopausa, estresse emocional e essas mesmas doenças. O estudo continua até hoje, fornecendo informações valiosas sobre a prevenção e o tratamento de doenças cardiovasculares.
O Legado do Escore de Risco de Framingham
Mais recentemente, nos anos 2000, o estudo demonstrou a importância da hereditariedade como fator de risco para infarto e AVC. Além disso, o Estudo de Framingham permitiu criar o Escore de Risco Cardiovascular de Framingham. Essa ferramenta calcula o risco de uma pessoa sofrer um infarto em 10 anos, considerando fatores como sexo, idade, pressão arterial, níveis de colesterol (HDL e LDL), presença de diabetes e tabagismo. Com esses dados, médicos e pacientes podem prever o futuro da saúde cardiovascular e tomar medidas preventivas.
O mais importante é que o Escore de Risco de Framingham permite verificar como o risco pode ser reduzido com intervenções da medicina moderna. Um recurso acessível e de simples aplicação, que faz toda a diferença na prevenção de doenças cardíacas.



