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Estudos apontam que tabagismo e problemas cardiovasculares podem aumentar o risco de demência

Médico cardiologista, Fernando Nobre, comenta sobre esses estudos e quais as conclusões a respeito desta relação
Demência e tabagismo
Médico cardiologista, Fernando Nobre, comenta sobre esses estudos e quais as conclusões a respeito desta relação

Médico cardiologista, Fernando Nobre, comenta sobre esses estudos e quais as conclusões a respeito desta relação

Mudança nos Fatores de Risco para Demência

Um estudo realizado por pesquisadores da University College London analisou dados de 27 registros sobre demência, coletados ao longo de mais de 70 anos. A pesquisa revelou mudanças significativas nos fatores de risco para demência ao longo do tempo. Fatores como tabagismo e nível de escolaridade, outrora considerados principais riscos, perderam importância devido a intervenções públicas como campanhas antitabagismo e educação obrigatória. Por outro lado, a obesidade e o diabetes se tornaram fatores de risco mais relevantes devido ao aumento de sua prevalência.

Hipertensão: O Maior Risco Cardiovascular

Apesar das mudanças, a hipertensão continua sendo o maior fator de risco para demência. O estudo destaca a preocupante realidade: de cada 100 indivíduos hipertensos, apenas cerca de 15% têm a pressão controlada. A pesquisa enfatiza a necessidade de maior ênfase no controle da hipertensão, uma vez que os fatores de risco cardiovascular podem estar contribuindo significativamente para o desenvolvimento da demência.

Prevenção e o Futuro

A eliminação de fatores de risco modificáveis, como hipertensão e obesidade, poderia prevenir até 40% dos casos de demência, segundo o estudo. Com o aumento da expectativa de vida, a prevenção de doenças como a demência torna-se crucial. Dados alarmantes no Brasil, com cerca de 1,2 milhão de pessoas vivendo com algum tipo de demência e 100 mil novos casos diagnosticados anualmente, reforçam a urgência de ações efetivas de prevenção. A aplicação dos resultados deste estudo, embora realizado no Reino Unido, é relevante para o contexto brasileiro.

Embora o estudo não tenha analisado dados brasileiros, sua relevância para o nosso país é inegável. A prevenção de doenças crônicas e a adoção de hábitos de vida saudáveis são fundamentais para adicionar anos saudáveis à vida da população, melhorando significativamente a qualidade de vida.

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