Ouça a coluna ‘CBN Mundo Digital’, com Patrícia Teixeira
Estudos recentes trouxeram à tona a complexa relação entre as redes sociais e a saúde mental dos jovens, especialmente no que diz respeito ao Instagram e ao Facebook. Pesquisas internacionais apontam impactos negativos significativos, principalmente em plataformas focadas em imagens.
Impacto negativo nas redes sociais
Uma pesquisa realizada no Reino Unido com 1.479 pessoas entre 14 e 24 anos analisou o impacto das redes sociais na saúde mental. Os resultados mostraram uma forte correlação entre o uso dessas plataformas e o aumento de ansiedade, depressão, solidão, bullying e problemas com a imagem corporal. A comparação constante com a vida aparentemente perfeita apresentada nas redes sociais gera sentimentos negativos e frustração.
A face positiva e a responsabilidade das empresas
Apesar dos aspectos negativos, o estudo também reconhece um lado positivo do Instagram: a possibilidade de autoexpressão e fortalecimento da identidade por meio de fotos e a validação proporcionada pelas curtidas. No entanto, a pesquisa destaca a necessidade de um equilíbrio. As empresas de redes sociais demonstram crescente preocupação com a saúde mental dos usuários, implementando ferramentas de denúncia e buscando mitigar os efeitos negativos, como o cyberbullying. Afinal, a saúde mental dos usuários impacta diretamente no uso das plataformas.
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Considerações finais
A pesquisa evidencia a importância de um uso consciente das redes sociais. A comparação excessiva com a vida idealizada nas plataformas pode trazer consequências negativas para a saúde mental. A conscientização e a implementação de ferramentas para combater o cyberbullying e promover um ambiente mais saudável são passos essenciais para um uso mais equilibrado e positivo dessas tecnologias.