Especialista explica que a safra mais açucareira pode estar afetando no valor e diz que não há previsão de baixa no preço
A estiagem prolongada e os problemas climáticos têm afetado diretamente a produção de cana-de-açúcar, impactando o preço do etanol em diversas regiões do Brasil. Postos que vendiam o biocombustível a R$ 3,89 e R$ 3,99 na semana passada, atrásra cobram entre R$ 4,15 e R$ 4,20. Em Ribeirão Preto, a média, segundo a ANP, é de R$ 4,36, mas encontrar esse preço está difícil.
Impacto na Produção e Preço
Segundo Carlos de Lima Júnior, especialista em agro e colunista da CBN, a produção de etanol está mais lenta este ano. A priorização da produção de açúcar pelas indústrias também contribui para a alta nos preços. Houve um aumento expressivo de 4,17% no preço do etanol na última semana, fazendo com que ele perca competitividade em relação à gasolina. Com o etanol mais caro, o consumidor tende a optar pela gasolina, mesmo com o preço mais elevado.
Priorização do Açúcar e Perspectivas Futuras
A cana disponível está sendo direcionada para a produção de açúcar, que oferece maior rentabilidade às indústrias. De acordo com o especialista, não há perspectiva de melhora no curto prazo. A tendência é que o etanol continue perdendo competitividade para a gasolina, resultando em preços mais altos para o consumidor.
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Preços na Região
Em algumas cidades da região, os preços do etanol estão ainda mais altos: Franca (R$ 4,27), Sertãozinho (R$ 4,19), Bebedouro (R$ 4,11) e Ribeirão Preto (R$ 4,06). A situação impacta diretamente o orçamento de quem utiliza o carro para trabalhar diariamente.
O cenário atual demonstra a complexa interação entre fatores climáticos, decisões industriais e o preço final do etanol ao consumidor, impactando diretamente o bolso da população.



