Etanol de milho se expande com R$ 40 bi em investimentos e assume novo protagonismo no Brasil
O agronegócio brasileiro está passando por uma transformação notável, impulsionada pelo crescimento do etanol de milho. Com investimentos significativos e uma nova geografia de produção se delineando, o milho emerge como um protagonista no cenário dos biocombustíveis.
A Ascensão do Etanol de Milho
A produção de etanol de milho tem experimentado um crescimento exponencial, com projeções indicando que nos próximos dez anos, a produção pode atingir cerca de 17 bilhões de litros. Para contextualizar, em 2025, a produção foi de 10 bilhões de litros. Esse aumento expressivo demonstra o potencial do milho como matéria-prima para a produção de biocombustíveis, desafiando o protagonismo tradicional da cana-de-açúcar.
Milho vs. Cana: Diferenças e Benefícios
Embora ambos, milho e cana-de-açúcar, sejam utilizados na produção de etanol, eles apresentam características distintas. O milho possui um ciclo de cultivo anual, com cerca de 120 dias entre o plantio e a colheita. Já a cana é uma cultura semiperene, com um ciclo de seis a sete anos. Essa diferença impacta a disponibilidade da área para o produtor, mas a cana geralmente possui contratos firmados com usinas, garantindo uma receita mais previsível.
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Subprodutos e Oportunidades
A cana-de-açúcar se destaca pela produção de açúcar, além do etanol, permitindo que a indústria ajuste sua produção conforme as demandas do mercado. O milho, por sua vez, gera subprodutos valiosos, como o DDG (grãos secos de destilaria com solúveis), um ingrediente rico para a nutrição animal, especialmente na pecuária. Essa diversificação de subprodutos agrega valor à produção de milho, tornando-o uma opção atraente para os produtores.
O cenário do agronegócio brasileiro está em constante evolução, com o milho se consolidando como um importante player na produção de etanol e seus subprodutos. A dinâmica entre milho e cana-de-açúcar promete moldar o futuro dos biocombustíveis no país.