Combustível é preferência de muitos motoristas; Em janeiro, foram três bilhões de litros vendidos, 38% a mais que no ano passado
A venda de etanol registra alta em Ribeirão Preto e tem impactado o bolso dos motoristas locais. Dados da ÚNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) indicam que foram vendidos 3 bilhões de litros no mês passado — 38% a mais do que em janeiro do ano passado — volume não observado desde outubro de 2020.
Alta nas vendas e na safra
O balanço da entidade também mostra que a safra soma quase 27 bilhões de litros de etanol, um crescimento próximo a 10% em relação à safra anterior. Para comerciantes e consumidores, o efeito é direto: mais oferta e preços mais competitivos tornam o etanol atrativo nas bombas.
Por que o etanol está mais competitivo
Segundo Fernando Roca, diretor do núcleo local, a paridade de preços entre etanol e gasolina mudou nos últimos meses. “No mesmo período do ano passado a paridade chegava a 72% — ou seja, o etanol custava 72% do litro da gasolina. Hoje essa paridade está em 64%”, explica, apontando que a relação atual torna o etanol mais vantajoso para abastecimento.
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O reflexo nas vendas já é mensurável: se no ano passado cerca de 55% do volume comercializado nas bombas era gasolina, neste ano a proporção se invertou e 56% do volume vendido foi de etanol.
Impacto no dia a dia do motorista e perspectivas
Motoristas ouvidos relatam preferência pelo etanol. “Sempre com etanol”, diz um condutor; outro pondera que, apesar da gasolina oferecer maior economia por quilômetro em alguns casos, o preço do etanol acaba compensando para quem enche o tanque com frequência.
O consultor de agronegócios e colunista da CBN José Carlos de Lima Jr. alerta para o período de entressafra: estamos em fevereiro, com estoques de passagem, e a moagem só deve começar efetivamente entre o final de março e início de abril. Para as próximas semanas, há possibilidade de liberação de estoques que pode aumentar a oferta e pressionar os preços para baixo, beneficiando o consumidor.
Em resumo, a combinação de maior oferta e uma paridade de preços mais favorável tem levado motoristas a optar pelo etanol, reduzindo o custo mensal de abastecimento, mesmo considerando a menor eficiência quilométrica em alguns veículos flex.



