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Etarismo nas empresas: profissionais 50+ têm dificuldade de entrar no mercado de trabalho

Quem fala deste cenário e aponta os erros dos recrutadores é Rodrigo Fonseca na coluna 'CBN Carreiras e Lideranças'
Etarismo nas empresas
Quem fala deste cenário e aponta os erros dos recrutadores é Rodrigo Fonseca na coluna 'CBN Carreiras e Lideranças'

Quem fala deste cenário e aponta os erros dos recrutadores é Rodrigo Fonseca na coluna ‘CBN Carreiras e Lideranças’

O consultor de carreiras Rodrigo Fonseca participou do programa para discutir o etarismo e seus efeitos no mercado de trabalho. Em entrevista, ele explicou por que trabalhadores mais velhos perdem espaço nas contratações e quais estratégias podem ajudar a reverter esse quadro.

Idade e empregabilidade

Segundo Fonseca, a partir dos 50 anos a idade começa a interferir na empregabilidade. Recrutadores frequentemente adotam um olhar preconceituoso quando identificam currículos com essa faixa etária. Dois estigmas se destacam: a suposição de que pessoas mais velhas não se atualizam em tecnologia e a ideia de que não suportam ritmos de trabalho mais intensos. Para o consultor, ambos são equívocos — profissionais maduros costumam trabalhar de forma mais eficiente e têm experiência que agiliza tarefas.

Preconceitos e estratégias de inclusão

Fonseca defende que, além da iniciativa individual de demonstrar capacidade por meio de evidências, é necessária uma mudança cultural nas empresas. Assim como houve políticas de inclusão para pessoas negras e com deficiência, a inclusão de quem tem mais de 50 anos deve entrar na agenda corporativa. Ele citou o exemplo de uma empresa de telemarketing em Ribeirão Preto que contratou apenas profissionais experientes para atendimento receptivo, estratégia que funcionou porque esses trabalhadores demonstraram maior tranquilidade para lidar com situações estressantes e reclamações.

O consultor também lembrou que o etarismo se soma a outras formas de barreira: mulheres, por exemplo, começam a enfrentar dificuldades mais cedo — por volta dos 45 anos — e a maternidade pode agravar a exclusão. Esses fatores se combinam e dificultam ainda mais a reinserção no mercado.

Qualificação e saúde mental

Para combater preconceitos, Fonseca enfatiza a importância da qualificação contínua. Cursos gratuitos e plataformas online tornam possível atualizar-se em novas tecnologias e tendências; ferramentas de tradução facilitam o acesso a conteúdo em outras línguas. Segundo ele, não há justificativa para a estagnação profissional: buscar cursos, mesmo por curiosidade, pode abrir novas oportunidades.

Além da capacitação técnica, o consultor ressaltou a necessidade de atenção à saúde mental. A sensação de exclusão e o aumento de transtornos pós-pandemia tornam essencial que empresas e profissionais cuidem do bem-estar emocional enquanto enfrentam as transformações do mercado.

Na visão de Rodrigo Fonseca, a combinação entre atualização constante, práticas empresariais inclusivas e cuidado com a saúde mental será determinante para aproveitar a força de trabalho envelhecida diante da mudança demográfica do país.

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