Sobremesa pode fazer papel de mocinho ou de vilão, dependendo do tipo e da quantidade que é consumido
O Brasil impulsionou sua produção de chocolate em 6%, atingindo a marca de 805 mil toneladas. A paixão pelo chocolate é global e atravessa gerações, como evidenciado pela celebração do Dia do Chocolate em 7 de julho.
Chocolate: Vilão ou Herói?
A nutricionista Rebecca Baraldo esclarece que o chocolate pode ser tanto benéfico quanto prejudicial, dependendo da quantidade e tipo consumido. Chocolates mais amargos, com maior teor de cacau (acima de 55%, idealmente acima de 70%), são ricos em polifenóis e flavonoides, substâncias antioxidantes que protegem as células contra danos.
Benefícios e Mitos
Rebecca explica a base científica por trás da sensação de relaxamento proporcionada pelo chocolate: a teobromina, um estimulante que causa relaxamento, e precursores de serotonina, como o triptofano, que geram bem-estar e felicidade. A combinação com café é perfeita, pois ambos contêm cafeína. Apesar de substâncias como a feniletilamina, semelhante à produzida pelo corpo quando apaixonado, estimularem o desejo por mais chocolate, não há substância viciante nele. O chocolate pode, inclusive, fazer parte de uma dieta saudável, desde que consumido com moderação e preferencialmente em sua versão mais amarga.
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Chocolate Branco: Um Engano?
Por fim, Rebecca desmistifica o chocolate branco: ele não é considerado chocolate por não conter as partes sólidas do cacau, responsáveis pelos flavonoides e benefícios à saúde. Composto principalmente de manteiga de cacau e açúcar, o consumo excessivo de chocolate branco pode até prejudicar a saúde cardiovascular. Em resumo, o consumo consciente e a escolha por chocolates com alto teor de cacau são fundamentais para aproveitar os benefícios dessa iguaria sem comprometer a saúde.