Lígia Boareto, mestra em linguística, explica como usar o verbo no particípio corretamente; ouça o ‘CBN Papo Certo’
O programa Papo Certo discutiu o particípio do verbo pagar, tema relevante no contexto da inflação e dos altos custos de vida. A discussão foi conduzida por Lígia Boareto, mestre em Linguística e Língua Portuguesa.
O particípio do verbo pagar: pagado ou pago?
O particípio do verbo pagar apresenta duas formas: pagado e pago. Lígia explica que a forma pagado é a mais adequada quando se refere a uma ação concluída no passado, como em “Eu tinha pagado a conta”. Já a forma pago é utilizada para indicar o estado resultante da ação, como em “A conta está paga”.
Contexto e formalidade: a escolha entre “pagado” e “pago”
A escolha entre pagado e pago também depende do contexto e do nível de formalidade. Em situações informais, como conversas cotidianas, o uso de pago é mais comum e aceito. No entanto, em contextos formais, como redações de vestibular ou conversas com superiores, o uso de pagado demonstra maior domínio da língua portuguesa.
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Lígia destaca que, embora o uso de pago seja cada vez mais frequente, o uso de pagado é recomendado para situações que exigem maior precisão gramatical. A escolha da forma verbal também pode ser influenciada pelo regionalismo, com variações na conjugação verbal dependendo da região.
Em suma, a escolha entre pagado e pago depende do contexto e da intenção comunicativa. Para quem busca precisão gramatical e deseja demonstrar domínio da língua, pagado é a forma recomendada. Porém, o uso de pago em contextos informais é amplamente aceito e compreendido.