Jornalista Carlos Alberto Sardenberg foi um dos convidados do debate
Após anos de recessão, inflação e juros altos que afetaram a população brasileira, o cenário econômico parece apresentar sinais de melhora, embora a recuperação seja desigual entre as regiões.
Ribeirão Preto: desafios e perspectivas de crescimento
Em Ribeirão Preto, apesar das dificuldades, há iniciativas promissoras para reverter o quadro econômico desfavorável. Discussões realizadas no Elcâme 2017, evento que reuniu profissionais, políticos e empresários, apontaram caminhos para o desenvolvimento da cidade e região.
Setores estratégicos para a retomada
A capacitação profissional e a qualidade no atendimento foram destacadas como fundamentais para a retomada do comércio, base da economia local. O crescimento do setor imobiliário e a geração de empregos também são considerados importantes. O agronegócio, com destaque para a cana-de-açúcar e outras culturas, mantém empregos na região, mas necessita de mais incentivos ao pequeno produtor, segundo a diretora da ABAG, Mônica Bergamas. A necessidade de planejamento urbano para evitar passivos ambientais e infraestrutura inadequada também foi apontada pelo diretor da Costa Latinha Engenharia, João Batista Ferreira.
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Parceria público-privada: a chave para o desenvolvimento
O diretor da CSP Ribeirão Preto, Guilherme Feitosa, ressaltou a importância do diálogo entre a administração pública e as entidades privadas para o desenvolvimento da cidade. A disponibilidade de diversas entidades para auxiliar a prefeitura gratuitamente demonstra o potencial de parcerias para o crescimento de Ribeirão Preto.
O jornalista e economista Carlos Alberto Sardemberg acredita que 2017 será melhor que os anos anteriores, considerando a base muito baixa dos últimos dois anos. A interrupção da sequência de quedas do produto interno bruto já seria um sinal positivo. O prefeito Duarte Nogueira anunciou mudanças na prestação de serviços essenciais, como a mudança de localização do Poupatempo e a instalação da Sala do Empreendedor e do Sebrae na ACIRP. A reorganização da COHAB, com cortes de gastos, também foi mencionada.



