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Evento em Ribeirão orienta mulheres que querem ser mães, mas tem baixa reserva ovariana

Fertilização in vitro é cara e afasta muitas famílias que têm esse sonho; encontro é quinta (26), às 19h, no Auditório Multiser
Evento em Ribeirão orienta mulheres que
Fertilização in vitro é cara e afasta muitas famílias que têm esse sonho; encontro é quinta (26), às 19h, no Auditório Multiser

Fertilização in vitro é cara e afasta muitas famílias que têm esse sonho; encontro é quinta (26), às 19h, no Auditório Multiser

Um evento gratuito em Ribeirão Preto vai abordar a doação compartilhada de óvulos, Evento em Ribeirão orienta mulheres que querem ser mães, mas tem baixa reserva ovariana, um procedimento de reprodução assistida regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A iniciativa visa esclarecer dúvidas e apresentar as vantagens desse método para mulheres que enfrentam dificuldades na produção de óvulos e desejam realizar o sonho da maternidade.

O ginecologista e especialista em reprodução humana Dr. Anderson Melo, integrante da equipe organizadora, explica que a doação de óvulos é uma oportunidade para que mulheres que não conseguem gerar seus próprios óvulos possam ter filhos, além de promover o altruísmo entre as doadoras. “Essas mulheres podem contribuir para que outras famílias que não conseguem ter óvulos mais para gerar seus bebês possam então aumentar a sua maternidade, a sua paternidade”, afirma.

Contexto e causas do problema reprodutivo feminino

Segundo Dr. Anderson, a dificuldade em engravidar devido a problemas com a ovulação é cada vez mais comum, principalmente porque as mulheres têm alterado seu perfil social e profissional. “A mulher passou a ter independência e autonomia, está mais inserida no mercado de trabalho e, como consequência, a constituição da família com filhos muitas vezes não ocorre no momento ideal para a fertilidade”, explica.

Além disso, o especialista destaca que o declínio da vida reprodutiva se acelera após os 35 a 37 anos, e muitas mulheres não são orientadas sobre essa realidade. “Quando decidem engravidar, podem já ter entrado na menopausa precoce, falência ovariana ou apresentar uma produção muito reduzida de óvulos, dificultando a gravidez”, complementa.

Funcionamento da doação compartilhada de óvulos: No evento, que ocorrerá no dia 26 de setembro, às 19h, no auditório Multiser, próximo ao cinema do RibeirãoShopping, serão discutidos os detalhes da doação compartilhada. O público poderá ouvir relatos de pessoas que passaram pelo procedimento, tanto doadoras quanto receptoras.

Dr. Anderson detalha que as doadoras podem ser divididas em quatro grupos principais:

  • Mulheres que precisam de fertilização para engravidar, mas não têm recursos financeiros e se cadastram em programas de doação, como o “Sonhar Juntos” do Centro de Fertilidade e Reprodução de Ribeirão Preto (CFEP);
  • Voluntárias altruístas, que já são mães e doam 100% dos seus óvulos por solidariedade;
  • Doadoras internacionais, que em outros países podem receber pagamento pela doação;
  • Doadoras parentes de até quarto grau, como primas, tias, sobrinhas e irmãs.

O processo de doação é anônimo e a seleção da doadora é feita com base em características físicas compatíveis com o casal receptor.

Esclarecimento sobre preconceitos e aspectos genéticos

Dr. Anderson também aborda o preconceito relacionado à doação de óvulos, destacando que o procedimento não equivale a “doar um filho”. Ele compara a doação de óvulos à doação de órgãos, ressaltando que o que é transferido são células, não a maternidade. “Quem vai dar vida para essa criança que vai ser gerada com esse óvulo não é quem doa, é quem alimenta esse bebê durante o pré-natal”, explica.

Além disso, o especialista esclarece que o bebê gerado com óvulos doados é geneticamente diferente da doadora, pois 50% do patrimônio genético vem do espermatozoide. Ele também destaca o papel da epigenética, que envolve a influência do ambiente e do estilo de vida da gestante sobre a ativação ou inativação de genes, afetando o desenvolvimento da criança.

Quanto à questão da compatibilidade genética, Dr. Anderson afirma que o Brasil apresenta uma população altamente miscigenada, o que reduz a preocupação com a correspondência étnica entre doadora e receptora. “Eu mesmo sou pai de uma loira, de uma ruiva e um cabelo castanho”, exemplifica.

Inscrições e programação do evento: O evento é aberto ao público e as inscrições são gratuitas. Interessados podem se inscrever pelo site www.cfp.com.br, onde também encontrarão orientações sobre a participação.

Durante o encontro, haverá bate-papo com especialistas, sessão de perguntas e respostas e depoimentos de famílias que passaram pela doação e recepção de óvulos, que levarão seus filhos para compartilhar suas experiências.

Entenda melhor

A doação compartilhada de óvulos é um procedimento que permite a mulheres com baixa reserva ovariana ou falência ovariana a possibilidade de engravidar por meio da doação de óvulos de outras mulheres. O método é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina e envolve critérios rigorosos para doação e recepção, garantindo a segurança e o anonimato das partes envolvidas.

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