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Evolução na preparação física e impacto das SAFs no futebol feminino

João Túbero recebe Gláucio Carvalho, treinador e coordenador técnico do Botafogo-RJ; ouça o programa 'Nas Quatro Linhas'
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João Túbero recebe Gláucio Carvalho, treinador e coordenador técnico do Botafogo-RJ; ouça o programa 'Nas Quatro Linhas'

João Túbero recebe Gláucio Carvalho, treinador e coordenador técnico do Botafogo-RJ; ouça o programa ‘Nas Quatro Linhas’

O programa “Nas Quatro Linhas”, da CBN Ribeirão Preto, recebeu Gláusio Carvalho, profissional com quase 30 anos de experiência no futebol feminino e masculino, para discutir a evolução do esporte. Com passagens por clubes como Botafogo e Vasco da Gama, Gláusio abordou diversos temas, desde a preparação física até a coordenação técnica.

Preparação Física e a Velocidade do Jogo

Gláusio destacou a mudança significativa na preparação física ao longo dos anos. O futebol moderno, mais rápido e compactado, exige maior velocidade e tomada de decisão. Ele comparou as diferenças entre o futebol de décadas passadas, mais lento e com espaços maiores, e o futebol atual, onde a resistência, força e velocidade de raciocínio são fundamentais. No futebol feminino, a distância percorrida em campo aumentou consideravelmente, passando de 8 a 9 km por jogo para 11 a 12 km na última Copa do Mundo, demonstrando a crescente exigência física.

Evolução Tática no Futebol Feminino

A profissionalização do futebol feminino impulsionou a evolução em todos os aspectos: tático, técnico, físico e psicológico. Com jogadoras mais dedicadas e treinamentos mais intensos, a organização tática das equipes melhorou significativamente. A velocidade, a necessidade de defesa e ataque rápidos, e a diminuição do espaço em campo influenciam diretamente na estratégia de jogo.

Formação e o Debate sobre Déficit Físico

Em relação ao debate sobre o suposto déficit físico das jogadoras brasileiras em comparação com atletas europeias e norte-americanas, Gláusio discorda da ideia de um déficit significativo. Ele aponta que a diferença reside principalmente na formação de base, com o futebol feminino brasileiro ainda atrasado em relação a outros países. A falta de categorias de base e a ausência de acompanhamento fisiologico adequado impactam o desenvolvimento das atletas. No entanto, ele destaca que a crescente profissionalização e o fato de muitas jogadoras brasileiras atuarem no exterior têm diminuído essa diferença. A melhora na formação de base, incluindo o aspecto fisiológico e a consideração do biotipo da jogadora brasileira, são cruciais para o desenvolvimento do futebol feminino nacional. A inclusão de categorias de base, como a sub-15, é um passo importante, impulsionado também pelo incentivo crescente dos pais à prática do esporte pelas meninas.

A conversa também abordou a experiência de Gláusio como treinador e coordenador de futebol do Botafogo, a estruturação do departamento feminino do clube, o impacto da transição para SAF e a importância de um calendário adequado para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. A falta de um calendário competitivo e a necessidade de maior investimento e organização pela CBF foram pontos cruciais da discussão, destacando a urgência de mudanças para evitar a perda de talentos para o exterior.

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