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Ex-assessor da Câmara confirma devolução de parte do salário

Entre os vereadores investigados por suspeita da prática está Capela Novas, único envolvido na Sevandija que se reelegeu
devolução salário
Entre os vereadores investigados por suspeita da prática está Capela Novas, único envolvido na Sevandija que se reelegeu

Entre os vereadores investigados por suspeita da prática está Capela Novas, único envolvido na Sevandija que se reelegeu

A Câmara Municipal de Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise moral, com denúncias de ilegalidades envolvendo parlamentares. A Operação Cervandíja, em andamento desde 1º de setembro, investiga a apropriação de parte dos salários de funcionários comissionados por vereadores.

Desvio de Salários e Contratações Fantasmas

Um ex-assessor parlamentar, que preferiu não se identificar, revelou um esquema que teria ocorrido desde 1990. Segundo ele, muitos vereadores aumentam seus ganhos contratando um número excessivo de assessores, registrando apenas alguns e apropriando-se do salário dos demais. O denunciante afirma ter testemunhado a prática entre 2009 e 2012, recebendo parte do salário de um colega como pagamento por serviços prestados. Ele descreve como o sistema funcionava: contratavam-se o dobro de assessores necessários, registrando apenas metade e repassando parte dos salários dos demais.

Impunidade e Falta de Transparência

A denúncia aponta que parte dos assessores contratados não trabalham nos gabinetes, mas são direcionados para escritórios e comitês dos vereadores nos bairros, atuando na captação de votos. O ex-assessor relata que denúncias semelhantes já foram encaminhadas ao Ministério Público e ao Departamento Jurídico da Câmara, sem que nenhuma medida tenha sido tomada. A falta de transparência no site da Câmara, que não detalha a atuação dos comissionados, facilita a prática de irregularidades.

Possíveis Consequências

Para especialistas em direito público, a denúncia é séria e requer investigação aprofundada, com embasamento em provas materiais e testemunhais. Se comprovada a prática, os vereadores envolvidos podem sofrer penalidades severas, incluindo a perda dos direitos políticos por até 10 anos e pena de prisão de até 8 anos. A Polícia Federal deve encaminhar o relatório da Operação Cervandíja ao Ministério Público para análise e possível abertura de ações judiciais.

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