Ela conta sua história de vida e suas lutas pelas causas ambientais e sociais; ouça o ‘Nossa Gente’, com Daniela Lemos
Apresentação da Kelly Cristina da Silva e seu trabalho com reciclagem em Ribeirão Preto
De Osasco a Ribeirão Preto: Uma trajetória de superação
Kelly Cristina da Silva, nascida em uma comunidade de Osasco, enfrentou diversas dificuldades na infância. Desde cedo, sonhou em dar orgulho à sua mãe, superando as adversidades de uma realidade marcada pela pobreza e violência. A experiência de coletar papelão e latinhas na infância, inicialmente motivada pela necessidade, tornou-se um símbolo de sua resiliência e determinação.
Da Polícia Mirim à Gestão Ambiental: Construindo um futuro melhor
Aos 12 anos, Kelly participou do programa Polícia Mirim, onde encontrou disciplina e propósito. Essa experiência a impulsionou a buscar conhecimento e qualificação profissional. Formou-se em Gestão Ambiental e trabalhou como agente de controle de vetores, conscientizando a população sobre a importância da prevenção de doenças como a dengue. Sua trajetória na Guarda Municipal de Ribeirão Preto, culminando em seu trabalho na Guarda Ambiental, solidificou seu compromisso com a preservação ambiental.
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O CataSonho: Um projeto de transformação social e ambiental
Em 2017, Kelly teve a oportunidade de coordenar o projeto CataSonho, em parceria com a USP e a Prefeitura de Ribeirão Preto. O projeto visa formar uma cooperativa de coleta seletiva e reciclagem, gerando empregos e promovendo a conscientização ambiental. O CataSonho tem como meta aumentar significativamente a taxa de reciclagem na cidade, atualmente muito baixa, e inspirar outras cidades a seguirem seu exemplo. Depoimentos de pessoas beneficiadas pelo projeto, como Cibeli e Letícia, demonstram o impacto positivo do CataSonho na vida de catadores e na comunidade.
A história de Kelly e o sucesso do CataSonho demonstram como a superação individual pode gerar transformações sociais e ambientais significativas. A iniciativa destaca a importância do trabalho digno dos catadores e a necessidade de conscientização da população sobre a coleta seletiva, contribuindo para um futuro mais sustentável.



