Vereadores ouviram nesta sexta-feira a atual comandante e motoristas da frota
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das ambulâncias de Ribeirão Preto ouviu nesta quarta-feira a nova coordenadora do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Iucca Pegoraro, e dois motoristas da frota municipal. A ausência do ex-chefe do SAMU, Marcelo Dinardi, gerou polêmica.
Ausência do ex-coordenador e justificativas
Dinardi não compareceu alegando não ter sido notificado pelo SAMU. O relator da CPI, vereador Isaac Antunes, declarou que a justificativa não convenceu os vereadores. Antunes criticou a falta de empenho da Secretaria da Saúde, afirmando que deveriam ter assegurado a notificação de Dinardi para que ele pudesse prestar esclarecimentos. A CPI busca esclarecer dúvidas sobre a gestão do SAMU, especialmente no que diz respeito à manutenção das ambulâncias.
Frota sucateada e falta de controle
Durante a oitiva, os funcionários do SAMU denunciaram a precariedade da frota de 27 ambulâncias. Quatro estão quebradas, e uma foi emprestada para São Simão. O presidente da CPI, Orlando Pessotti, destacou o estado de sucateamento dos veículos, alguns com mais de 10 anos de uso. A falta de um sistema de controle para a manutenção das ambulâncias também foi apontada como um problema grave. Os funcionários relataram que a gratificação recebida para manutenção é informal, sem nenhum documento que comprove a execução dos serviços.
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Próximos passos da CPI
A CPI irá analisar detalhadamente a situação da frota, verificando os relatórios de manutenção. Marcelo Dinardi será novamente convocado para a próxima semana, a fim de prestar esclarecimentos sobre as questões levantadas. A investigação busca garantir transparência e apurar possíveis irregularidades na gestão das ambulâncias do município.



