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Ex-diretor afirma que Museu Histórico de Ribeirão tem funcionário fantasma

Exonerado do cargo após furto, Daniel Basso afirma que Secretária da Cultura o excluía de reuniões sobre o local
funcionário fantasma
Exonerado do cargo após furto, Daniel Basso afirma que Secretária da Cultura o excluía de reuniões sobre o local

Exonerado do cargo após furto, Daniel Basso afirma que Secretária da Cultura o excluía de reuniões sobre o local

A exoneração de Daniel Basso da direção dos museus Histórico e do Café de Ribeirão Preto, após oito anos à frente das instituições, desencadeou uma série de controvérsias. Problemas estruturais, denúncias de negligência e até um furto de relíquias históricas marcaram o período que antecedeu sua saída.

Crise Estrutural e Falta de Recursos

Já no ano anterior, Basso havia alertado sobre as precárias condições do Museu Histórico, incluindo infiltrações, infestação de cupins e carência de pessoal. Diante da ausência de diálogo com a prefeitura, ele chegou a realizar serviços de manutenção por conta própria, como roçada e reparos no telhado, a fim de manter o museu, o quarto mais visitado do estado, em funcionamento. O desabamento do forro em março intensificou a crise, revelando a necessidade urgente de R$ 2 milhões em reparos, verba não disponível pela prefeitura. A liberação de apenas R$ 250 mil para medidas emergenciais, somada à escassez de funcionários, contribuiu para o agravamento da situação.

O Furto e a Polêmica da Catalogação

O furto de armas e espadas do século XIX, ocorrido no porão do museu, expôs outra fragilidade: a falta de catalogação do acervo. Basso alegou que a responsabilidade pela catalogação não era sua, mas sim de uma funcionária que, segundo ele, nunca compareceu ao trabalho, sendo caracterizada como uma “funcionária fantasma”. Essa alegação gerou questionamentos sobre a gestão de recursos humanos e a supervisão das atividades no museu.

Desentendimentos e Exoneração

A relação de Basso com a nova secretária de Cultura, Dulce Neves, e seu marido, o secretário de Obras Públicas, Agabê Fouad Agabêdo, era tensa. Segundo Basso, ele não era convidado para reuniões importantes e chegou a discutir com Agabêdo. Diante desse cenário, ele solicitou sua exoneração, alegando dificuldades para trabalhar e falta de comunicação por parte da secretaria. A prefeitura justificou a exoneração por insubordinação, alegando desconhecimento das escalas de funcionários e a ausência de um vigia no momento do furto.

O episódio levanta questões sobre a gestão do patrimônio histórico em Ribeirão Preto e a necessidade de investimentos e atenção para a preservação da memória e da cultura local.

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