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Ex-diretor do Daerp afirma ter assinado documentos sem devida análise

Fernando Oliveira Carvalho chegou a remanejar R$ 20 milhões da autarquia sem saber destinação do dinheiro
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Fernando Oliveira Carvalho chegou a remanejar R$ 20 milhões da autarquia sem saber destinação do dinheiro

Fernando Oliveira Carvalho chegou a remanejar R$ 20 milhões da autarquia sem saber destinação do dinheiro

Ex-Diretor da DAE admite assinar documentos sem questionar

A CPI que investiga desvios de verba na DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Ribeirão Preto ouviu nesta quinta-feira o ex-diretor administrativo da autarquia, Fernando Oliveira Carvalho. Em depoimento de 25 minutos, ele afirmou assinar documentos enviados por outros departamentos sem questionar o conteúdo. Um desses documentos envolvia o remanejamento de mais de R$ 20 milhões, cuja destinação ele desconhecia.

Presidente da CPI critica falta de controle

O presidente da CPI, vereador Marcos Papa, classificou como inaceitável a atitude do ex-diretor. Papa declarou que "um diretor administrativo não pode administrar sem saber o que assina", considerando o depoimento mais uma evidência do "caos administrativo" na DAE. Carvalho era homem de confiança de Marco Antônio dos Santos, que assumiu a superintendência da autarquia quando Carvalho foi contratado.

Investigação aponta irregularidades em perfuração de poços

A CPI ainda investiga denúncias de perfuração de poços em áreas particulares. Para esclarecer esses fatos, a comissão ouvirá membros da nova diretoria técnica. Os poços já foram identificados e a CPI busca justificativas para sua localização. Após este depoimento, a comissão se encaminhará para a elaboração do relatório final, que será encaminhado ao Ministério Público.

A investigação aponta que a empresa Águas de Ribeirão Preto (Aegea) recebeu R$ 29 milhões da DAE entre 2014 e 2023, sendo que R$ 36 milhões desse montante representam pagamentos a mais por serviços não realizados. Mais de R$ 1,5 milhão, segundo a investigação, seria destinado a propina. A CPI já bloqueou R$ 18 milhões da Aegea e R$ 4 milhões do seguro-caução do contrato. Marco Antônio dos Santos nega as acusações.

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