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Ex-diretores da COAF teriam usado cadastros de outras cooperativas agrícolas

Lista apreendida em Bebedouro contém nomes de produtores rurais que teriam sido usados para fraudar contratos
COAF cooperativas agrícolas
Lista apreendida em Bebedouro contém nomes de produtores rurais que teriam sido usados para fraudar contratos

Lista apreendida em Bebedouro contém nomes de produtores rurais que teriam sido usados para fraudar contratos

Uma força-tarefa da Operação Alba Branca obteve, no prédio do COAFE em Bebedouro, uma lista contendo nomes de membros da COAGROSSOL, cooperativa de agropecuaristas de Itápolis. Suspeita-se que esses nomes foram utilizados por diretores da COAFE para desviar dinheiro público, alimentando um esquema de propinas para servidores e políticos.

A Surpresa dos Agricultores

O Jornal da IPTV de Itápolis contatou alguns agricultores listados no documento apreendido. Um deles, residente na cidade, afirmou ter fornecido alimentos para a COAGROSSOL, mas desconhecia a COAFE. Outro produtor rural, Renato Barbosa, reconheceu alguns nomes, incluindo o do seu avô, falecido em 2013. A reação geral foi de surpresa e desconhecimento em relação à COAFE.

Fraude nas Declarações de Aptidão

Segundo o delegado José Eduardo Vasconcelos, a COAFE pode ter cadastrado produtores de outras regiões para obter dados das Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAPs). Essas informações seriam utilizadas para fraudar e obter recursos governamentais. Um dos envolvidos confessou ter fraudado projetos de venda, inserindo nomes de pessoas sem certeza de que produziam os itens a serem vendidos.

O Papel do Chefe da Casa da Agricultura

Carlos Eduardo da Silva, chefe da Casa da Agricultura em Monte Azul Paulista, foi preso na segunda fase da operação. Ele é apontado como o responsável pela regularização das DAPs dos pequenos agricultores, permitindo que a COAFE participasse das licitações.

O esquema, investigado desde o ano anterior, revelou que a COAFE firmou contratos de pelo menos R$ 7 milhões com 21 prefeituras e o governo estadual entre 2014 e 2015, para o fornecimento de alimentos e suco para a merenda escolar.

O caso segue sob investigação, buscando esclarecer a extensão do esquema e a responsabilidade dos envolvidos.

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