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Ex-Ferroviária, Bruno Pivetti analisa imediatismo do futebol brasileiro e pede união dos técnicos

De Campinas, treinador relembra passagem recente por Araraquara, trabalho na Europa e fala sobre vida dentro das quatro linhas
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De Campinas, treinador relembra passagem recente por Araraquara, trabalho na Europa e fala sobre vida dentro das quatro linhas

De Campinas, treinador relembra passagem recente por Araraquara, trabalho na Europa e fala sobre vida dentro das quatro linhas

O programa Papo Esportivo da CBN entrevistou o técnico Bruno Pivetti, um jovem promissor do futebol brasileiro. Pivetti, nascido em Campinas, construiu sua carreira passando por clubes como o Aldax (antigo Pão de Açúcar Sport Club), Atlético Paranaense, Ferroviária e Vitória.

De Campinas ao Profissionalismo

Pivetti iniciou sua trajetória no futebol ainda jovem, conciliando estudos na USP com o projeto do Pão de Açúcar Sport Club. Após passagens por diversas funções no Aldax, ele se tornou treinador do Sub-20 do Atlético Paranaense, onde teve a oportunidade de trabalhar com Paulo Ottuori, uma grande referência em sua carreira. Sua experiência na Ferroviária, coroada com o título da Copa Paulista de 2017, e no Vitória, marcam seu crescimento profissional.

A Cultura da Demissão no Futebol Brasileiro

A entrevista abordou a cultura de demissões frequentes de treinadores no Brasil, mesmo com pouco tempo de trabalho. Pivetti comparou essa realidade com a Europa, onde a estabilidade é maior, e defendeu a criação de leis que protejam os treinadores e os clubes, incentivando projetos de longo prazo. Ele citou exemplos como a Itália, onde o clube precisa pagar o contrato integral em caso de demissão e o treinador não pode trabalhar em outro clube da mesma divisão.

Propostas para o Futuro

Para Pivetti, a união da classe dos treinadores é fundamental para implementar mudanças. Ele sugere limitar o número de trocas de treinadores por clube em uma temporada e outras medidas para reduzir a pressão sobre os dirigentes, permitindo que as decisões sejam tomadas com mais racionalidade e menos influência da emoção e da pressão externa. O exemplo do sucesso do Corinthians com Tite em 2011, mesmo após uma eliminação na pré-Libertadores, ilustra a importância da estabilidade para o desenvolvimento de um projeto esportivo.

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