Justiça ouviu Vanilza da Silva na manhã desta quinta-feira (26); ex-vereador Saulo Rodrigues também prestou depoimento
Nesta quarta-feira, o terceiro dia de depoimentos da Operação Sevandija no Fórum de Ribeirão Preto trouxe à tona o funcionamento de um esquema de apadrinhamento político na Codep (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto).
Ex-funcionária da Codep detalha esquema de indicações
Vanilza da Silva Daniel, ex-coordenadora de recursos humanos da Codep, prestou depoimento e relatou a pressão política para contratações. Segundo seu depoimento, as indicações partiam do então superintendente, Marco Antônio dos Santos, e havia uma lista com os nomes dos apadrinhados. Apesar de admitir a existência da lista e de mensagens em seu celular comprovando a prática, sua defesa argumenta que não houve crime, pois não existia contrapartida financeira para as indicações.
Ex-vereador nega irregularidades
O ex-vereador Saulo Rodrigues também foi ouvido. Ele afirmou ter encaminhado currículos para a Codep e outras empresas, mas negou qualquer irregularidade ou conluio com outros vereadores para o esquema de indicações. Sua defesa reforça a tese de que indicação política não configura crime sem a comprovação de contrapartida.
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Próximos passos da Operação Sevandija
A Operação Sevandija, que investiga crimes de corrupção passiva, ativa e organização criminosa, continua. Os depoimentos foram retomados na segunda-feira seguinte, com os depoimentos de Maurílio Romano e Samuel Zanferdini, ex-parlamentares da Câmara Municipal. As investigações buscam esclarecer o envolvimento de ex-vereadores, ex-secretários e agentes públicos no esquema de corrupção durante a gestão da ex-prefeita Dárcy Vera.



