Quatro mulheres, sendo duas mães e duas filhas, foram presas em Bebedouro, suspeitas de furtar produtos e desviar dinheiro de uma loja de chocolates onde trabalhavam. Segundo a investigação, as ex-funcionárias utilizavam máquinas de cartão próprias para receber parte dos pagamentos feitos pelos clientes.
As suspeitas foram descobertas após o dono da franquia perceber irregularidades no caixa e no estoque da loja. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a identificar o esquema, que teria causado prejuízo de centenas de milhares de reais ao estabelecimento.
De acordo com a Polícia Civil, as mulheres confessaram os crimes ao se apresentarem na delegacia nesta quinta-feira (29). Elas também entregaram dois veículos que teriam sido comprados com o dinheiro obtido no esquema.
Esquema na loja
Segundo a escrivã Daniela de Carvalho Almeida Lima, o empresário percebeu inicialmente uma diferença de aproximadamente R$ 380 mil no caixa da loja durante o período da Páscoa, época de maior movimento no comércio de chocolates.
Com apoio de um fiscal da rede de franquias, também foi identificado um desfalque no estoque. A investigação apontou que os prejuízos chegaram a R$ 640 mil somando períodos como o Natal de 2024, a Páscoa de 2025 e o Natal de 2025.
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As imagens das câmeras mostram as funcionárias escondendo uma máquina de cartão com um papel e uma placa. Segundo a polícia, o equipamento não pertencia à loja e era usado para desviar parte dos pagamentos feitos pelos clientes.
Dinheiro desviado
As investigações apontaram que as suspeitas alternavam os pagamentos entre as máquinas oficiais da loja e as máquinas particulares. Dessa forma, parte das compras era registrada normalmente no comércio, enquanto outra parte era direcionada para contas controladas pelas funcionárias.
Segundo a Polícia Civil, em um curto período de tempo as investigadas realizaram reformas nas casas onde moravam e compraram pelo menos três veículos. Dois carros foram entregues pelas próprias suspeitas e um terceiro já havia sido apreendido durante mandado de busca e apreensão.
A polícia também apura a existência de imóveis e outros bens adquiridos com o dinheiro desviado. Auditorias e perícias devem ser realizadas para aprofundar a investigação sobre o patrimônio das suspeitas.
Confiança quebrada
O advogado do empresário, Carlos Luiz Galvão Moura Júnior, afirmou que o caso causou surpresa porque as funcionárias trabalhavam há anos na empresa e tinham a confiança do proprietário.
Segundo ele, o empresário é franqueado da rede e possui três lojas em Bebedouro. As suspeitas foram demitidas por justa causa após a descoberta do esquema.
Outro ponto que chamou a atenção da investigação foi o padrão de vida das funcionárias. Segundo os relatos, as mulheres exibiam nas redes sociais viagens, artigos de luxo e acessórios incompatíveis com os salários recebidos no comércio.
Os advogados das investigadas afirmaram que elas estão dispostas a colaborar com as investigações.



