Segundo o Ministério Público, Ricardo Zapparoli se associou com um escritório de advocacia e recebia propina
O Ministério Público (MP) denunciou um ex-funcionário da Transherp por participação em esquema de fraudes em processos judiciais investigados na Operação Temis. Segundo a denúncia, Ricardo Zapparoli, ex-gerente de Permissões e Autorizações da Transherp durante a gestão da prefeita Dárcy Vera, recebia propina de um escritório de advocacia para expedir antecipadamente históricos de multas de clientes.
Propina e Expedição de Multas
A denúncia, apresentada na 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, aponta que Zapparoli teria expedido cerca de 8 mil históricos de multas a pedido de advogados do escritório LCBV, recebendo entre R$ 6 mil e R$ 8 mil em propina. O MP afirma que o próprio ex-servidor confessou o esquema em depoimento.
Ações Judiciais Fraudulentas
De acordo com a promotoria, o escritório de advocacia utilizava as informações obtidas para ingressar com ações judiciais questionando multas de trânsito aplicadas pela Transherp, sem o conhecimento dos clientes e através de procurações antigas. Essas ações, portanto, eram movidas de forma fraudulenta.
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Defesa e Contexto
Ricardo Zapparoli foi exonerado da Transherp em janeiro de 2017, no início da gestão do prefeito Duarte Nogueira. Seu advogado, Paulo Eduardo Depiro, afirmou à reportagem que a defesa ainda não havia tomado conhecimento da denúncia. O caso segue em andamento na justiça.



