Aproximadamente 130 trabalhadores foram demitidos em junho; previsão é que data e local dos pagamentos seja informada dia 15
A companhia aérea Passaredo enfrenta críticas após demitir 128 funcionários no mês passado e, até o momento, não efetuar o pagamento das rescisões. A situação tem gerado incerteza e dificuldades financeiras para os ex-colaboradores.
A Angústia dos Ex-Funcionários
Os funcionários demitidos aguardam ansiosamente informações sobre a data e o local para a definição dos pagamentos em atraso, bem como a forma como serão realizados. Um ex-funcionário, que preferiu não se identificar, relatou estar sem qualquer informação da empresa, enfrentando dificuldades para sustentar sua família e dependendo de ajuda externa.
O Papel do Sindicato e os Direitos Trabalhistas
O advogado trabalhista Kloves de Biase sugere que o sindicato dos aeroviários do estado de São Paulo, embora não seja obrigado, deveria realizar as homologações para facilitar o acesso dos demitidos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e ao seguro-desemprego. Segundo ele, a recusa do sindicato em homologar os termos de rescisão agrava a situação dos empregados, impedindo-os de acessar esses benefícios essenciais em um momento de vulnerabilidade.
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Reestruturação da Passaredo e Impacto nas Rotas
Além das demissões, a Passaredo implementou um plano de licença remunerada, ao qual aderiram 72 tripulantes. A empresa suspendeu voos para Belém (MG) e Dourados (MS), mas mantém rotas para outros 18 destinos. A companhia, que opera em Ribeirão Preto há 21 anos, está em processo de recuperação judicial há pelo menos quatro anos, acumulando uma dívida de 150 milhões de reais.
A situação da Passaredo e seus ex-funcionários ilustra os desafios enfrentados por empresas em reestruturação e o impacto dessas decisões na vida dos trabalhadores.



