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Ex-ginasta Lais Souza, fala sobre sua vida profissional e pessoal, após o acidente que a deixou tetraplégica em 2014

Lais conta como foi superar todo o acontecimento; ouça o programa 'Nossa Gente' deste sábado (26)
Lais Souza acidente
Lais conta como foi superar todo o acontecimento; ouça o programa 'Nossa Gente' deste sábado (26)

Lais conta como foi superar todo o acontecimento; ouça o programa ‘Nossa Gente’ deste sábado (26)

A ginasta Laís Souza, ex-atleta olímpica, participou de uma entrevista no programa Nossa Gente, da CBN, onde compartilhou sua trajetória de vida, marcada por conquistas no esporte e pela superação após um acidente que a deixou tetraplégica.

Infância e início na ginástica

Nascida em Ribeirão Preto, em um bairro pobre, Laís teve uma infância livre, brincando nas ruas com amigos. Essa experiência, segundo ela, foi fundamental para a formação de seu caráter competitivo e independente. Aos quatro anos, começou a treinar ginástica, encontrando no esporte uma forma de escapar de um ambiente desafiador e alcançar seus objetivos.

O acidente e a adaptação à nova realidade

Em 2014, Laís sofreu um acidente durante os treinos para os Jogos Olímpicos de Inverno, o que resultou em tetraplegia. A atleta descreveu o momento em que se deu conta da gravidade da situação, a aceitação gradual da nova realidade e a oscilação entre a aceitação e a negação da condição. Apesar das dificuldades, Laís ressaltou a importância da adaptação e da busca por novas formas de viver plenamente, incluindo relacionamentos amorosos e atividades sociais.

Ativismo e luta anticapacitista

Atualmente, Laís atua como palestrante, compartilhando sua história e promovendo a conscientização sobre capacitismo. Ela critica a visão limitada que a sociedade muitas vezes tem de pessoas com deficiência, enfatizando a importância de reconhecer a capacidade individual para além das limitações físicas. Laís defende a inclusão e a necessidade de adaptações em ambientes urbanos, domiciliares e empresariais para garantir a participação plena das pessoas com deficiência na sociedade. A atleta destaca a necessidade de se enxergar a pessoa como um todo, independentemente de sua deficiência, e de se evitar a infantilização e a supervalorização da “superação”, que muitas vezes minimiza as dificuldades reais enfrentadas.

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