Ele foi condenado a duas penas de 36 anos, por duplo homicídio duplamente qualificado
Após dois dias de julgamento, o ex-policial civil Ricardo José Guimarães foi considerado culpado pelo assassinato qualificado de Enok Oliveira Moura, de 18 anos, crime ocorrido em 1996.
O julgamento e a sentença
Os jurados acataram os argumentos do Ministério Público, que apontaram Guimarães como responsável pela morte de Moura no bairro Avellino Palma, zona norte de Ribeirão. A juíza responsável estipulou uma pena de 72 anos de prisão em regime fechado. O promotor Marcos Túlio Nicolino considerou a pena satisfatória e justa, mesmo após 21 anos do crime. Ele destacou que a sentença reconhece a culpa de Guimarães, que na época tentou mascarar a situação como uma resistência seguida de morte, quando na verdade foi uma execução sumária.
Outras acusações e o grupo de extermínio
Guimarães ainda responde por outras cinco acusações em São Paulo e uma a nível nacional, a maioria por homicídios. Ele é apontado como chefe de um grupo de extermínio que atuou em Ribeirão Preto na década de 90. O promotor acredita que a decisão do júri influenciará diretamente no julgamento dos outros supostos membros do grupo. Guimarães chegou a ser preso, fugiu para o Uruguai, onde foi investigado por contrabando, e foi preso novamente em 2007. Entre os crimes atribuídos a ele estão os assassinatos de dois policiais gaúchos em Santana do Livramento.
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Reações e próximos passos
O advogado de defesa, César Augusto Moreira, afirmou que recorrerá da sentença, alegando que as provas foram insuficientes e a pena desproporcional, argumentando que Guimarães foi condenado pela fama criada pelo Ministério Público. O Tribunal poderá mandar Guimarães a um novo júri caso entenda que houve erro na condenação ou recalibrar a pena. Guimarães passou a noite na cadeia de Serra Azul e será transferido para a Penitenciária de Tremembé.



