Ricardo José Guimarães responde pelo assassinato de uma jovem em 2004; suspeito foi considerado culpado por outras duas mortes
O julgamento do ex-policial militar Ricardo José Guimarães, acusado de matar Tatiana Assusena em março de 2004, em Ribeirão Preto, está ocorrendo nesta quarta-feira. Tatiana, de 24 anos, foi morta na frente do filho de 7 anos. O crime chama atenção por Tatiana não ser o alvo de Guimarães; o objetivo era o noivo dela.
O crime e as provas
O Ministério Público pede a condenação de Guimarães à pena máxima de 30 anos. O promotor José Gaspar Figueiredo, Mena Barreto, destaca a robustez das provas: testemunha presencial, testemunhos da participação de Carina e Rodrigo Canciano, prisão em flagrante, perícia demonstrando os disparos efetuados por Guimarães com duas pistolas. As provas indicam que, embora não conhecesse Tatiana, Guimarães a matou por ser um obstáculo para atingir o alvo principal, Mérroge.
Os envolvidos e os motivos
Guimarães foi preso em flagrante portando a arma de Rodrigo Canciano. Além de Guimarães, o ex-investigador Rodrigo Canciano e sua namorada, Karina Grigolato, também são acusados. A motivação teria partido de Karina, que, após ser rejeitada por Mérroge, convenceu Rodrigo a matá-lo. Rodrigo, por sua vez, repassou a tarefa a Guimarães, conhecido por homicídios anteriores. Canciano e Grigolato respondem ao processo em liberdade, com suas defesas pedindo absolvição.
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Pena e situação atual
Guimarães já foi condenado a 72 anos de prisão por outros homicídios, mas, devido à legislação que limita a pena máxima a 30 anos, essa será a pena a que poderá ser submetido. Considerando penas anteriores e tempo de prisão provisória, o advogado criminalista Otávio Belarde explica que o limite máximo de cumprimento é de 30 anos. Guimarães foi preso em março de 2004, fugiu em junho do mesmo ano e foi recapturado em 2007, estando atualmente na Penitenciária de Tremembé. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Guimarães.



