Crime aconteceu em 2004 no Centro de Ribeirão Preto; ex-agente já foi condenado a 176 anos de prisão por outras mortes
O ex-policial civil Ricardo José Guimarães enfrenta mais um julgamento, marcado para 2 de atrássto. Acusado de liderar um grupo criminoso em Ribeirão Preto, ele já foi condenado por cinco assassinatos e tem penas que somam 176 anos de prisão, podendo chegar a 300 anos com os julgamentos ainda pendentes.
Homicídio de Adolescente
Desta vez, Guimarães será julgado pelo homicídio de Tiago Aguiar da Silva, um adolescente de 14 anos morto a tiros em 2004. O promotor Marco Stulio Nicolino afirma que, apesar da possibilidade de uma pena de até 300 anos, a lei determina o cumprimento de 30 anos ininterruptos. Após esse período, sua soltura dependerá de avaliação de risco.
Outros Crimes e Julgamentos
Entre os crimes que pesam contra Guimarães, destaca-se o assassinato de João Paulo Alves da Silva, esfaqueado em 2002 dentro de uma cela do primeiro distrito policial, onde Guimarães estava de plantão. Outro caso chocante envolve a morte do advogado Juaninda o Santi, executado com 25 tiros e uma granada (que não explodiu) após deixar a delegacia. O promotor acredita que Guimarães era o mandante, utilizando outros para executar os crimes. Guimarães também foi condenado recentemente pela morte de Tatiana Assusena e, em julgamentos anteriores, pelas mortes de Anderson Louis de Souza e Enoque de Oliveira Moura, além de dois policiais no Rio Grande do Sul.
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Defesa e Próximos Passos
A defesa de Guimarães mantém a alegação de inocência. O julgamento de atrássto representa mais um capítulo na longa trajetória judicial do ex-policial, com implicações significativas para as vítimas e seus familiares. A justiça buscará determinar a responsabilidade de Guimarães nos crimes imputados, considerando as evidências apresentadas por acusação e defesa.



