Ex-prefeito de Bebedouro é investigado por envolvimento em esquema de desvio de recursos da saúde
A Polícia Federal deflagrou uma operação nas cidades de Catanduva e Bebedouro, cumprindo 15 mandados de busca e apreensão. O objetivo é desmantelar um esquema de desvio de recursos públicos da União, destinados à saúde no município de Bebedouro, localizado a 80 km de Ribeirão Preto.
Investigação e Envolvimento de Agentes Públicos
As investigações indicam que um grupo atuava em conjunto com agentes públicos municipais, incluindo Fernando Galvão, que havia sido convidado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para assumir a diretoria de cooperativismo do estado. Na época dos crimes, Galvão era o prefeito de Bebedouro.
Esquema de Desvio e Contratos com Empresas de Fachada
O esquema envolvia uma organização social de saúde, um hospital psiquiátrico de Catanduva, que atuava como gestora dos recursos da área da saúde de unidades hospitalares em Bebedouro. Após assumir a gestão, a organização social teria firmado contratos com empresas de fachada, ligadas aos seus dirigentes, utilizando laranjas para desviar recursos destinados à rede pública de saúde. Um dos contratos alcançou o valor de R$ 13,2 mil.
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Apurações e Defesa
A operação teve origem em uma decisão da Justiça Federal de Barretos, que autorizou as medidas cautelares, como busca e apreensão em residências e empresas, além do bloqueio de bens e dinheiro. A mesma entidade também é alvo de apuração pelo Gaeco do Ministério Público do Estado de São Paulo por crimes de competência da Justiça Estadual, também relacionados a desvios de recursos públicos destinados à saúde. Os investigados respondem por peculato, corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas.
A defesa do ex-prefeito informou que ele nega participação no esquema e que irá se manifestar nos autos do processo. A defesa alega que Fernando Galvão Moura só foi ligado ao esquema pela investigação da Polícia Federal porque os desvios ocorreram durante seu mandato como prefeito, mas que ele não tem qualquer ligação com o grupo.
O caso levanta questões importantes sobre a fiscalização de recursos públicos e a necessidade de mecanismos mais eficientes para combater a corrupção em todos os níveis da administração pública.