Mendonça teria recebido dinheiro para facilitar a contratação de uma empresa de transportes; ele está preso desde 2016
O ex-prefeito de Miguelópolis, Juliano Jorge Mendonça, foi novamente condenado pela justiça. Desta vez, a pena é de oito anos de prisão em regime fechado por corrupção passiva. Preso desde abril de 2016, Mendonça acumula condenações, a maioria delas resultado de uma operação do Ministério Público deflagrada naquele ano, que revelou uma organização criminosa na prefeitura municipal.
Nova Condenação por Corrupção Passiva
A mais recente condenação decorre de investigações que comprovaram o recebimento ilegal de dinheiro em espécie por Mendonça, oriundo do empresário Godofredo Nazário. Nazário e a mãe de Mendonça também foram condenados: ele a cinco anos e oito meses em regime semi-aberto, além de multa de R$ 200 mil, e ela a três anos em regime inicial aberto.
Fraude em Licitação do Transporte Escolar
Em novembro de 2018, Mendonça e outras dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por fraude em licitação do transporte escolar intermunicipal, com desvio de pelo menos R$ 1 milhão. A denúncia aponta um esquema para favorecer a empresa Dinatraslados e Turismo, cujo dono, Godofredo Nazário, havia feito doações à campanha eleitoral de Mendonça um ano antes da licitação. As fraudes ocorreram entre 2013 e 2016, afetando o transporte de 613 alunos.
Impacto da Operação
Desde abril de 2016, o Ministério Público Estadual ofereceu 51 denúncias, com mais de 100 pessoas processadas por desvios de R$ 6 milhões em licitações da prefeitura entre 2013 e 2015. As irregularidades envolveram transporte escolar, compra de materiais de escritório e consultorias. As defesas dos envolvidos não foram localizadas para comentar a nova condenação de Mendonça.
A condenação de oito anos de prisão em regime fechado reforça a gravidade das ações do ex-prefeito e o alcance das investigações sobre corrupção em Miguelópolis.



