Grupo é investigado pelo Gaeco por supostas fraudes em licitações no setor da saúde
Bloqueio de Bens Confirmado para Ex-Prefeito e Assessores em Mococa
Operação Ouro Verde: Desmascarando um Esquema de Fraude
A justiça de Mococa confirmou o bloqueio de bens e contas bancárias do ex-prefeito Van Der Ley Fernandes Martins Jr., do ex-diretor jurídico Márcio Curvelo Chaves, do ex-chefe de gabinete Paulo Sérgio de Oliveira e do marqueteiro Ricardo Augusto Martinhago. A medida atende a um pedido do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Terceira Promotoria de Justiça de Mococa, após denúncia por associação criminosa e fraude em licitação.
Mais de R$ 8 Milhões em Bens Congelados
O Ministério Público conseguiu congelar imóveis, veículos e mais de R$ 8 milhões em aplicações bancárias dos envolvidos. Esses valores servirão para ressarcir os cofres públicos municipais pelos desvios. As investigações apontam que os denunciados favoreceram a contratação do Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde (INSAÚDE) em uma licitação de prestação de serviço de saúde pública.
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Contrato Milionário e Impedimento da Concorrência
Durante a Operação Ouro Verde, foi descoberto que o grupo obteve um contrato milionário entre 2017 e 2018, recebendo mais de R$ 15 milhões. O esquema incluía o controle da prestação de serviço de saúde, impedindo a concorrência justa, inclusive da Santa Casa de Misericórdia, instituição sem fins lucrativos que atendia a população há anos. A organização social conseguiu o contrato com a prefeitura de dezembro de 2017 a dezembro de 2018, graças a esse esquema fraudulento. Não foi possível obter contato com os advogados dos denunciados para comentar o caso.
A operação demonstra a gravidade dos crimes e a importância do trabalho do Ministério Público na busca por justiça e ressarcimento aos danos causados aos cofres públicos.



