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Ex-Prefeito de Monte Alto é preso por três condenações

Maurício de Matos Piovezan, que governou a cidade de 2006 a 2008, ainda responde em outros 92 processos
Ex-Prefeito de Monte Alto
Maurício de Matos Piovezan, que governou a cidade de 2006 a 2008, ainda responde em outros 92 processos

Maurício de Matos Piovezan, que governou a cidade de 2006 a 2008, ainda responde em outros 92 processos

O ex-prefeito de Monte Alto, Maurício Piovesan, conhecido como Maurição, foi preso em sua residência nesta quinta-feira sob acusações de crimes que incluem o uso indevido de bens públicos, fraude em licitações e falsificação de documentos. As ações criminosas, investigadas pelo promotor de justiça João Henrique Ferreira-Poser, revelaram um esquema de irregularidades que culminaram na detenção do ex-gestor.

Uso Indevido de Recursos Públicos

Entre as acusações, destaca-se o uso de um veículo da prefeitura para fins particulares, como o transporte de familiares para festas. Além disso, Piovesan é acusado de pagar R$6.400 por serviços de detetização que nunca foram realizados, evidenciando um desvio de recursos públicos em benefício próprio.

Fraude em Licitações e Documentos Falsos

O promotor Ferreira-Poser ressaltou as irregularidades nas notas de serviço emitidas pela prestadora, incluindo a emissão de notas fiscais frias para comprovar serviços não prestados. Uma dessas notas, com o termo de recebimento normalmente assinado por um servidor, foi emitida em nome do próprio prefeito, que sequer a assinou, demonstrando a tentativa de mascarar as fraudes.

Consequências Legais e Perspectivas

Maurício Piovesan assumiu a prefeitura em 2006, após o falecimento do prefeito eleito Gilberto Morgado. Durante seu mandato, acumulou 95 ações judiciais, incluindo processos por improbidade administrativa e crimes. A pena inicial de dois anos e três meses pode ser alterada devido ao grande número de processos. Piovesan, que é médico, foi encaminhado à cadeia de Pradópolis, onde cumprirá pena em regime semi-aberto, trabalhando durante o dia e retornando ao complexo prisional à noite. Ele também perdeu seus direitos políticos por dez anos.

O caso segue em andamento, com diversas ações penais e civis de improbidade administrativa aguardando julgamento.

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