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Ex-prefeito de Ribeirão Corrente é investigado em susposto esquema de corrupção

Airton Luiz Montanher foi detido por porte ilegal de arma e é investigado em ação sobre irregularidades no setor de obras
Ex-prefeito de Ribeirão Corrente é investigado em susposto esquema de corrupção
Airton Luiz Montanher foi detido por porte ilegal de arma e é investigado em ação sobre irregularidades no setor de obras

Airton Luiz Montanher foi detido por porte ilegal de arma e é investigado em ação sobre irregularidades no setor de obras

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar, realizou na manhã desta terça-feira uma operação em Ribeirão Corrente, município localizado a pouco mais de 15 quilômetros de Franca. A ação mira um esquema de corrupção envolvendo secretários municipais, empresários e empresas contratadas pela administração local.

Operação e mandados cumpridos

Batizada de “Apat” — em referência a Apate, na mitologia grega, figura associada ao engano — a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão e de prisão. Além de agentes públicos, empresários e pessoas jurídicas apontadas nas investigações foram alvos da ação.

Investigação e bloqueio de bens

Segundo o Gaeco, os contratos suspeitos relacionados a obras públicas somam quase R$ 9 milhões. Promotores também solicitaram e obtiveram o bloqueio de bens no mesmo montante, que corresponderia ao valor a ser ressarcido aos cofres públicos em razão de suposto desvio de recursos, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. As investigações apontam que contratos teriam sido direcionados a empresas ligadas direta ou indiretamente a servidores e que parte dos recursos era repassada entre agentes públicos e empresários, com a utilização de laranjas.

Envolvimento político e prisão temporária

Entre os investigados está Ayrton Lucas Montanhar, ex-prefeito e atual secretário de Administração do município, que também é marido da prefeita Lina Montanhar. Ayrton foi detido depois que uma arma de fogo foi localizada em seu escritório, municiada com sete cartuchos. Ele foi autuado em flagrante por posse de arma, pagou fiança de R$ 2 mil e foi liberado. O ex-prefeito nega qualquer irregularidade nas licitações.

As autoridades responsáveis pela investigação informaram que os envolvidos responderão por crimes que incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro, desvio de recursos e fraude em processos licitatórios. O caso permanece sob apuração enquanto as medidas judiciais e de investigação continuam sendo executadas.

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