Ouça a reportagem de Monize Zampieri para a CBN Ribeirão
O Ministério Público apresentou uma ação penal contra o ex-prefeito de Viradouro, Paulo Camilo Guiselini (PSDB), sob a acusação de desvio de recursos públicos e falsificação de documentos. As supostas irregularidades teriam ocorrido nos anos de 2009 e 2010 e estão relacionadas ao Rodeio Show de Viradouro de 2009.
Acusações e Envolvimento
Além do ex-prefeito, a ação penal também acusa José Eduardo da Silveira, presidente da Comissão Organizadora do Rodeio de Viradouro na época, e o empresário promotor de eventos Stefan Ferreira de Matos, da S.A.M. Promoções Artísticas e Marketing. De acordo com a denúncia, a S.A.M. Promoções, a pedido de Silveira, teria sido contratada pelo ex-prefeito, por meio de Matos, para fornecer 15 atrações musicais extras para o evento, a um custo de pouco mais de R$ 72 mil.
Irregularidades no Evento
A promotoria alega que, embora a contratação tenha sido realizada, apenas um show ocorreu, e este sequer foi remunerado. O promotor de justiça Leonardo Bellini de Castro, responsável pela ação penal, baseou-se em inquérito policial para fundamentar a denúncia.
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Defesa dos Acusados
A reportagem não conseguiu contato com Stefan Matos. Tanto o ex-prefeito quanto o ex-presidente da Comissão Organizadora do Rodeio afirmam que houve uma armação política. O ex-prefeito garante que tem a consciência tranquila, que não cometeu nenhum crime e não desviou dinheiro público. Ele alega que a armação teria sido orquestrada por um ex-funcionário da prefeitura, com o auxílio de um ex-prefeito de Viradouro. Ele afirma que irá reverter a situação, assim como em outra ação relacionada ao mesmo rodeio.
Condenação Anterior e Recursos
O trio já foi acusado e condenado em primeira instância por improbidade administrativa, sendo determinado que devolvessem R$ 72 mil corrigidos aos cofres públicos. Além disso, tanto o ex-prefeito quanto Silveira tiveram seus direitos políticos suspensos por oito anos. Atualmente, eles estão recorrendo da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
O caso segue em análise judicial, com os acusados buscando reverter as condenações anteriores e provar sua inocência.



