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Ex-presidente da Coaf reafirma que Capez e Nogueira receberam propina

Em depoimento ao TJ, Cássio Chebabi diz que um escritório de advocacia assinou contrato de gaveta para repassar propina
propina Capez Nogueira
Em depoimento ao TJ, Cássio Chebabi diz que um escritório de advocacia assinou contrato de gaveta para repassar propina

Em depoimento ao TJ, Cássio Chebabi diz que um escritório de advocacia assinou contrato de gaveta para repassar propina

A CPI da Merenda revelou detalhes chocantes sobre um esquema de corrupção envolvendo a Cooperativa Agroindustrial Familiar (COAF) e a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. De acordo com depoimento exclusivo obtido pela CBN, o ex-presidente da COAF, Cássio Chebab, afirmou que a cooperativa firmou três contratos para pagamento de propina, dois deles com o escritório de advocacia Pacielo.

Propina e Beneficiários

Chebab declarou que a propina, equivalente a aproximadamente 10% do valor do contrato com a Secretaria de Educação (R$ 1,3 milhão), beneficiou deputados tucanos, incluindo Fernando Capez e o deputado estadual Duarte Nogueira, além de servidores públicos. O processo corre em segredo de justiça no Tribunal de Justiça de São Paulo, devido ao foro privilegiado de Capez.

Contratos de Gaveta e Campanhas Políticas

Segundo o depoimento, os contratos de gaveta com o escritório Pacielo direcionaram recursos para a campanha de Capez em 2014. Metade da propina teria sido destinada a Marcel Júlio, lobista envolvido no esquema, sendo Vanessa Pacielo Laurino, apontada como cunhada de Júlio e sócia do escritório, figura central nas operações. O escritório está registrado no Itaim Bibi, mas a reportagem não o localizou no endereço cadastrado.

Respostas e Implicações

Fernando Capez negou veementemente as acusações, classificando-as como absurdas e afirmando desconhecer o escritório Pacielo. Duarte Nogueira, por sua vez, divulgou nota afirmando que Chebab mente ao usar seu nome de forma irresponsável e que irá processá-lo por difamação. A investigação continua em andamento, com Chebab alegando que boa parte da Secretaria Estadual de Educação estava envolvida no esquema. A CBN tentou contato com Nogueira e Vanessa Pacielo, sem sucesso.

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