Anderson Roberto de Jesus é acusado de receber propina para que fizesse ‘vista grossa’ em relação a entrada de menores em festas
Ex-conselheiro de Barretos condenado por corrupção
Propina em troca de silêncio
Anderson Roberto de Jesus, ex-presidente do Conselho Tutelar de Barretos, foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto por corrupção passiva. A condenação se baseia em um episódio ocorrido em março de 2015, quando ele foi flagrado pela polícia com um envelope contendo R$ 600. De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público, esse valor representava uma propina para que ele não denunciasse a participação de menores em uma festa universitária.
Detalhes da acusação
Segundo o Ministério Público, Anderson exigiu R$ 600 de quatro estudantes de direito após uma festa universitária, em troca do silêncio sobre a presença de menores no evento. A denúncia relata que Anderson fiscalizou o local e, no dia seguinte, recebeu documentos da Santa Casa de Barretos comprovando que um adolescente havia sido atendido após passar mal devido ao consumo de álcool. Uma das vítimas relatou ter visto, durante a entrega da propina na sala de Anderson, documentos da Santa Casa com menção à propina.
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Recurso da defesa
O advogado de Anderson, Jailton Rodrigues dos Santos, afirma que irá recorrer da sentença, alegando perseguição política e insuficiência de provas. Apesar da condenação, a defesa mantém sua posição e buscará reverter a decisão judicial.



