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Ex-presidente do Sindicato dos Servidores é alvo de investigação do Gaeco

Wagner Rodrigues é suspeito de lavagem de dinheiro em esquema de compra e venda de salas comerciais
Investigação Gaeco servidores
Wagner Rodrigues é suspeito de lavagem de dinheiro em esquema de compra e venda de salas comerciais

Wagner Rodrigues é suspeito de lavagem de dinheiro em esquema de compra e venda de salas comerciais

Ex-presidente de sindicato é investigado por lavagem de dinheiro

Wagner Rodrigues, ex-presidente do sindicato dos servidores municipais, é investigado pela Operação Sevandígia não apenas por propina, mas também por lavagem de dinheiro. A investigação se intensificou após a compra e venda suspeita de salas comerciais. Em agosto de 2015, Rodrigues comprou oito salas por R$ 200 mil e as revendeu duas semanas depois por cerca de R$ 80 mil, gerando uma diferença de mais de R$ 120 mil.

Detalhes da Propina e Defesa

Na segunda-feira, a defesa de Rodrigues apresentou ao Ministério Público documentos detalhados sobre as propinas recebidas e as negociações das salas comerciais, segundo seu advogado, Daniel Rondt. O advogado afirma que a entrega desses detalhes, ocorrida apenas no quinto depoimento e no último dia do prazo do Gaeco, não configura quebra de confiança, pois o prazo ainda estava em vigor. Rondt justifica que o detalhamento minucioso só se tornou necessário com a apuração do crime de lavagem de dinheiro. A defesa alega que Rodrigues tem demonstrado disposição em colaborar com as investigações.

Investigações e Depoimentos Adiados

A reportagem tentou contato com os promotores do Gaeco Leonardo Romanelli e Frederico Melone de Camargo, mas não obteve retorno. O depoimento de Rodrigues foi adiado para a próxima segunda-feira a pedido da defesa dos outros réus, que solicitaram acesso a outros processos de investigação antes de seu interrogatório. Rodrigues já admitiu ter recebido R$ 1,2 milhão em propina para viabilizar o acordo de honorários advocatícios de Zueli Librandi. Apesar das acusações, seu advogado afirma que a defesa mantém tranquilidade, devido à colaboração do ex-presidente. Entretanto, a colaboração de Rodrigues é considerada mentirosa por, pelo menos, três advogados de defesa dos outros réus, segundo o jornal A Cidade. Se comprovada a inveracidade das informações, ele perderá os benefícios da delação premiada.

A investigação segue em andamento, com desdobramentos ainda a serem apurados. O caso envolve diversas questões complexas, e a colaboração de Rodrigues será crucial para a elucidação dos fatos. A justiça analisará as evidências apresentadas e tomará as medidas cabíveis.

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