Ângelo Invernizzi Lopes teria empresa de fachada, sediada no Sumarezinho, para receber propina
O secretário de Educação de Ribeirão Preto, Angelo Invernizzi Lopes, está preso desde a semana passada, alvo da Operação Cervandíria da Polícia Federal e do Gaeco. A investigação apura suspeitas de corrupção envolvendo o secretário e a empresa MS Tech.
Suspeitas de Propina e Desvio de Recursos
As investigações apontam que a MS Tech, empresa com contrato de mais de R$ 6 milhões com a Codep para prestação de serviços à Secretaria de Educação, cobrava valores acima do mercado. A Polícia Federal suspeita que a empresa servia como canal para repasses de propina ao secretário. Há indícios de que Angelo Invernizzi Lopes solicitou dinheiro à sua esposa, mencionando a necessidade de pegar valores com Johnson Dias Correia, administrador da MS Tech e considerado “o cara do Angelo”.
Ligação com Outras Empresas e Indícios de Lavagem de Dinheiro
A operação também investiga a relação entre a MS Tech e outras empresas, como a Atmosfera. A Polícia Federal descobriu um depósito de R$ 100 mil da Atmosfera na conta de Simone Sifilini, mulher de Johnson Dias Correia, um mês antes da abertura da MS Tech. A suspeita é de que este valor seja propina destinada a Angelo Invernizzi Lopes. A defesa de Simone Sifilini, Johnson Dias Correia e Angelo Invernizzi Lopes nega as acusações.
Leia também
A Defesa e o Próximo Passo
Os advogados de Simone Sifilini e Johnson Dias Correia negam o repasse de dinheiro para Angelo Invernizzi Lopes, alegando que os R$ 100 mil depositados pela Atmosfera se referiam a serviços prestados. A defesa de Angelo Invernizzi Lopes afirma que ele agiu corretamente na triagem de monitores, mas se recusa a comentar sobre as acusações de recebimento de propina. A prisão de Angelo Invernizzi Lopes permanece, podendo ser convertida em preventiva caso ele não aceite a colaboração premiada.



