Unidade de Pronto Atendimento deveria ter sido entregue em junho de 2015, mas a obra está parada desde fevereiro de 2016
O ex-secretário de Obras de Ribeirão Preto, Darci Vera, foi questionado sobre os atrasos na construção das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade. Em depoimento à comissão que investiga o caso, Vera disse que a responsabilidade pelos atrasos não é de seu departamento, e sim da Secretaria da Saúde.
Secretaria da Saúde Responsável?
Segundo Vera, a Secretaria da Saúde deveria ter se atentado aos projetos das UPAs. Ele alegou que a falta de recursos financeiros para a UPA da Zona Norte se deu por problemas de gestão da Saúde, e não do departamento de Obras. A Secretaria de Obras, de acordo com o ex-secretário, somente inicia o processo licitatório após a liberação de recursos pela Secretaria da Fazenda. A responsabilidade de gerir os recursos financeiros, portanto, caberia à Secretaria da Saúde.
Obras Incompletas e Contratos Encerrados
As UPAs do Sumarezinho e da Zona Norte (Quintino de Siimone) deveriam ter sido inauguradas há dois anos. A UPA do Sumarezinho está quase pronta, faltando apenas equipamentos e corpo clínico. A situação da UPA da Zona Norte é mais crítica: quase metade da obra está incompleta e o contrato com a construtora Pafil foi encerrado. Uma nova licitação será necessária para concluir a construção. A Pafil alega falta de pagamento e atrasos devido a alterações no projeto feitas pela Prefeitura. O ex-secretário contestou essas alegações, afirmando que a empresa também tem responsabilidade pelos atrasos devido a problemas como defeitos em paredes e pilares que exigiram reparos.
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Investigação em Andamento
O depoimento de Vera não convenceu os vereadores da comissão. O presidente da comissão, Elezeu Rocha, afirmou que a Secretaria de Obras é a responsável pela execução da obra, enquanto a Secretaria da Saúde define as especificações técnicas. A comissão convocará as engenheiras responsáveis pela fiscalização da obra e o chefe de planejamento da Secretaria da Saúde para prestar esclarecimentos. Outro ponto levantado foi a UPA da Vila Virgínia, cujo projeto custou R$ 55 mil, mas a obra ainda não foi iniciada. O ex-secretário alegou desconhecer este projeto. Enquanto isso, mais de 200 mil moradores da região norte sofrem com a falta de UPAs em funcionamento, recorrendo a postos de saúde lotados. Ribeirão Preto deveria ter três UPAs em funcionamento, mas apenas uma está ativa.



