Demora na entrega das unidades de saúde gera reclamações dos moradores, principalmente na Zona Norte de Ribeirão Preto
Ribeirão Preto enfrenta grave problema com o funcionamento de suas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Enquanto a população sofre com a falta de atendimento adequado, a situação das obras das UPAs inacabadas gera questionamentos e investigações.
UPAs Inacabadas e o Sofrimento da População
Das três UPAs previstas para Ribeirão Preto, apenas a UPA da 3 de Maio está em funcionamento. As UPAs do Sumarezinho e da Zona Norte, no Quintino Simione, deveriam ter sido inauguradas há dois anos, mas permanecem incompletas. A UPA do Sumarezinho, apesar de pronta, encontra-se sem equipamentos e corpo clínico. Já a UPA da Zona Norte está parada desde fevereiro de 2014, com previsão inicial de entrega em junho de 2015, sofrendo sucessivos aditivos de prazo por conta de problemas no projeto e pagamentos. A demora afeta diretamente mais de 200 mil moradores que dependem dos postos de saúde, muitas vezes lotados e com atendimento precário, como relatam pacientes da UBS do Quintino.
Depoimentos e Reclamações
Pacientes da UBS do Quintino descrevem longos tempos de espera, com relatos de mais de duas horas e meia para atendimento. A dona de casa Irani Soares dos Santos e a esteticista Claudia Elizabeth, além da técnica de radiologia Valesca Cristina de Oliveira, expressaram sua insatisfação com a situação, destacando a dificuldade em obter atendimento médico adequado, especialmente em casos de urgência, como o de dengue relatado por Valesca.
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Investigação na Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto investiga os atrasos na construção das UPAs por meio de uma comissão de estudos. A ausência do ex-secretário de obras, A. Branche, em audiência na Câmara para esclarecer pontos do contrato com a construtora e o projeto, prejudicou o andamento dos trabalhos. O vereador Elisão Rocha, presidente da comissão, destaca a importância da presença do ex-secretário para elucidar questões cruciais, como a inconsistência do projeto original, que não considerava as características reais do terreno e a falta de projeto para a cobertura metálica. O novo secretário de obras também será convocado para prestar esclarecimentos sobre os próximos passos da administração para solucionar o problema.
A situação das UPAs em Ribeirão Preto expõe a necessidade de ações urgentes para garantir o acesso adequado à saúde da população. A conclusão das obras e a resolução dos problemas de infraestrutura e recursos humanos são fundamentais para melhorar a qualidade do atendimento e reduzir o sofrimento da população.



