Ex-secretário de Obras, Pedro Pegoraro nega erros em projetos em depoimento na CPI dos Semáforos
A novela dos semáforos inteligentes em Ribeirão Preto ganha novos capítulos, com acusações cruzadas e o futuro do projeto em xeque. Acompanhe os detalhes dessa polêmica que impacta diretamente o bolso do contribuinte e a mobilidade urbana da cidade.
O Depoimento do Ex-Secretário e as Contestações
O ex-secretário de Obras, Pedro Pegoraro, compareceu à CPI do Semáforo para defender o projeto e negar falhas de planejamento. Ele alegou que a divisão em etapas foi uma necessidade orçamentária, buscando verbas para viabilizar o sistema. Pegoraro também ressaltou que a gestão anterior deixou recursos em caixa para a segunda fase, mas alertou que o sistema não funcionará sem a conclusão das demais etapas.
No entanto, o presidente da Comissão Processante, Cantunes, criticou duramente o planejamento do sistema, afirmando que a obra começou sem condições técnicas e que o cancelamento das fases seguintes representa um prejuízo milionário para a cidade.
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Jogo de Empurra e a Posição da Prefeitura
A prefeitura de Ribeirão Preto, por sua vez, informou que os recursos mencionados por Pegoraro são provenientes de financiamentos e não configuram recursos livres. A gestão atual justificou a suspensão das demais etapas devido a problemas identificados na execução da primeira fase, priorizando o uso responsável dos recursos públicos.
A gestão anterior, liderada por Duarte Nogueira, se manifestou, afirmando que o projeto foi desenvolvido em etapas conforme exigências técnicas e orçamentárias da Caixa Econômica Federal. A nota ressalta que o sistema está pronto para ser concluído e colocado em operação, cabendo à atual administração dar continuidade ao projeto iniciado em 2017.
O Impacto para o Contribuinte e a Mobilidade Urbana
O imbróglio dos semáforos inteligentes levanta questões importantes sobre o planejamento urbano e a continuidade de projetos entre diferentes gestões. O que já foi investido? O que será feito a partir de atrásra? E como fica a mobilidade urbana da cidade? Essas são perguntas que a sociedade merece respostas claras e transparentes dos atores políticos envolvidos.
Independentemente de quem tenha razão, o fato é que o contribuinte é quem mais perde com essa história. A falta de planejamento, a descontinuidade de projetos e o jogo de empurra entre as gestões prejudicam o desenvolvimento da cidade e a qualidade de vida da população.
Em meio a acusações e defesas, a expectativa é que uma solução seja encontrada para que Ribeirão Preto possa usufruir dos benefícios de um sistema de semáforos inteligente, otimizando o trânsito e melhorando a mobilidade urbana.