Pesquisadores da Unicamp e da Unifesp precisam apenas de parcerias para concluir estudos
Um novo método inovador, desenvolvido pela Unicamp, promete revolucionar o diagnóstico de doenças mentais. Através de um simples exame de sangue, é possível detectar a esquizofrenia e o transtorno bipolar, condições que frequentemente recebem diagnósticos equivocados, levando a tratamentos ineficazes e sofrimento prolongado para pacientes e familiares.
Diagnóstico Preciso: Fim dos Métodos Subjetivos?
O diagnóstico de transtornos mentais, até então, baseava-se principalmente na observação de sintomas e relatos do paciente, o que resulta em grande subjetividade e diagnósticos imprecisos. A dificuldade em diferenciar sintomas semelhantes, como os da esquizofrenia e do transtorno bipolar, frequentemente levava a tratamentos inadequados e piora do quadro clínico. Casos de intoxicação por medicamentos, devido à polimedicação decorrente de diagnósticos errôneos, são comuns, como ilustra o caso do empresário Marcos Meloto, cuja mãe passou por diversos diagnósticos conflitantes.
A Ciência por Trás do Exame de Sangue
Pesquisadores do Instituto de Química da Unicamp analisaram amostras de sangue de pacientes com esquizofrenia e transtorno bipolar, comparando-as com amostras de indivíduos saudáveis. Utilizando ressonância magnética, foram identificadas alterações no sangue dos pacientes, moléculas chamadas de biomarcadores, que indicam a presença das doenças. Segundo a professora Liu Bicatasi, esses biomarcadores estão presentes em concentrações diferentes nos grupos analisados, permitindo uma identificação precisa.
Avanços e Desafios
A pesquisa, já patenteada pela Unicamp, representa um avanço significativo na área da saúde mental. O exame de sangue, além de auxiliar no diagnóstico, pode monitorar a resposta do paciente ao tratamento. Para o psiquiatra Geraldo José Baloni, o método aumenta a confiabilidade dos diagnósticos, facilitando processos como aposentadoria por invalidez. No entanto, para que o teste seja amplamente disponibilizado pelo SUS e em laboratórios particulares, são necessárias parcerias com empresas para produção em larga escala.



