Segundo números da Defesa Civil, nesta primeira semana de 2018 já choveu três vezes mais que no mesmo período do ano passado
As fortes chuvas que atingem a região de Ribeirão Preto têm causado prejuízos significativos à produção de legumes e hortaliças, impactando diretamente o abastecimento e os preços nos mercados.
Prejuízos na lavoura
O excesso de chuvas tem prejudicado o desenvolvimento das plantações, atrasando o crescimento e causando o apodrecimento dos produtos. O agricultor Odaír de Souza relata que a colheita, prevista para 30 dias, atrasou 20 dias devido às chuvas, resultando em perdas significativas pela deterioração das hortaliças. Dados da Seagesp apontam aumentos expressivos de preços: a couve-flor teve alta de 37%, passando de R$ 1,67 para R$ 2,29, enquanto o brócolis registrou três aumentos consecutivos, chegando a R$ 3,13.
Impacto no Mercado
A redução na oferta de produtos, consequência dos danos na lavoura, tem levado a um aumento considerável nos preços. O produtor de orgânicos Max Edson de Luka afirma ter perdido 200 pés de alface devido às chuvas e ao sol forte que queima as folhas. Em Brodosque, o comerciante Flávio Monte Verde relata aumento nos custos de compra e consequente repasse aos consumidores, com o preço da massa de alface, por exemplo, 50 centavos mais caro.
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Previsões e impactos futuros
Segundo a Defesa Civil de São Paulo, o volume de chuvas nos primeiros sete dias de janeiro foi três vezes maior que o mesmo período do ano passado (131,5 mm contra 42,3 mm). Com a previsão de instabilidade climática para os próximos dias, espera-se que os preços de frutas, verduras e legumes continuem elevados, afetando o consumidor final. A situação demanda atenção e medidas para mitigar os impactos negativos da estiagem e das chuvas excessivas na produção agrícola.



