Sobre essa relação entre funcionários e empregadores e a chamada ‘demissão silenciosa’ ouça o comentário de Marcelo Jabur
A chamada “demissão silenciosa”, apesar do nome, não se trata de sair do emprego. O fenômeno consiste em limitar as atividades profissionais apenas ao que está explicitamente descrito no contrato de trabalho, realizando o mínimo necessário para cumprir as obrigações.
O que motiva a demissão silenciosa?
Esse movimento global, impulsionado pelas redes sociais, surgiu como resposta ao excesso de tarefas assumidas pelos trabalhadores, situação agravada pela pandemia. A insatisfação com as condições de trabalho e o tratamento recebido pelos empregadores também contribuem para esse comportamento. Profissionais que se sentem desvalorizados ou sem identificação com a empresa tendem a reduzir seu esforço, realizando apenas o estritamente necessário.
A pandemia e suas consequências
A pandemia intensificou o problema. O trabalho remoto, sem limites de horário, levou ao esgotamento de muitos profissionais. A volta ao escritório, após um período de home office produtivo e com maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, também gerou insatisfação e desgaste em diversos trabalhadores. A incerteza do mercado de trabalho e a necessidade de deslocamento para o trabalho presencial contribuem para o aumento da insatisfação.
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Buscando soluções: diálogo e empatia
Para reverter a situação, é necessário um esforço conjunto de empregadores e empregados. O diálogo é fundamental para identificar as causas da insatisfação e buscar soluções. A empatia e o acolhimento por parte da liderança são cruciais para criar um ambiente de trabalho mais positivo e produtivo. A empresa deve avaliar as condições de trabalho, a remuneração, as oportunidades de desenvolvimento e a forma como as necessidades dos funcionários são atendidas. Por outro lado, o funcionário também deve refletir sobre sua satisfação profissional e buscar alternativas se a insatisfação persistir, buscando sempre manter a postura profissional e a qualidade do trabalho realizado. A saúde mental e emocional de ambos os lados deve ser priorizada.



