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Executivo tenta convencer vereadores a aprovarem revisão da PGV

Secretário da Fazenda, Manoel Jesus Gonçalves, esteve na Câmara para explicar as alterações na Planta Genérica de Valores
revisão PGV
Secretário da Fazenda, Manoel Jesus Gonçalves, esteve na Câmara para explicar as alterações na Planta Genérica de Valores

Secretário da Fazenda, Manoel Jesus Gonçalves, esteve na Câmara para explicar as alterações na Planta Genérica de Valores

Mais uma vez, a revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) gerou debates acalorados na Câmara Municipal. O secretário da Fazenda, Manoel Jesus Gonçalves, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre a proposta de aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que previa um reajuste de até 100% até 2020.

Aumento do IPTU: Esclarecimentos do Secretário

Em quase duas horas de sabatina, Gonçalves esclareceu que o aumento máximo do IPTU será de 50% em 2018, e de 25% entre 2019 e 2020. No entanto, ele enfatizou que os percentuais não serão aplicados igualmente em toda a cidade, mas sim de acordo com a valorização de cada área. Ele explicou que regiões que sofreram valorização, como as próximas a shoppings e novas avenidas, terão aumentos mais significativos, enquanto áreas sem melhorias ou em decadência terão reajustes menores. O secretário justificou a medida como necessária para garantir recursos para investimentos em obras públicas essenciais.

Contrapontos e Preocupações

A proposta, no entanto, não foi isenta de críticas. Uma comissão da OAB emitiu nota contrária ao aumento, alegando que o projeto foi elaborado às pressas, sem considerar a atual realidade econômica do município, e que o aumento da carga tributária poderia prejudicar a recuperação econômica. Além disso, a comissão apontou que a prefeitura dispõe de outros mecanismos para aumentar a arrecadação sem a necessidade de uma revisão tão significativa da PGV, e questionou a base de dados utilizada, que remonta ao governo anterior.

Próximos Passos e Implicações

O projeto de revisão da PGV precisa passar pelas comissões de Finança e Justiça da Câmara antes da votação final. Para valer em 2018, a aprovação precisa ocorrer antes do recesso parlamentar, em 15 de dezembro. O secretário da Fazenda afirmou que a aprovação é crucial, pois uma PGV atualizada é legalmente necessária a cada quatro anos. Ele também ressaltou que a atualização da PGV não implica necessariamente em um aumento imediato do imposto para todos os contribuintes, mas sim na possibilidade de reajustes diferenciados, de acordo com a valorização de cada área.

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