Empresa investigada por contrato de licitação milionário com o Daerp se recusaram a falar
Silêncio na CPI: Executivos da Egea se recusam a responder perguntas
A terceira sessão de depoimentos da CPI que investiga fraudes em licitações no Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) foi marcada pelo silêncio dos principais investigados. Milton Amadeu, presidente da Egea, e Flávio Crivelari, diretor financeiro, acompanhados por advogados, se recusaram a responder a mais de 20 perguntas formuladas pelo vereador e presidente da CPI, Marcos Papa, e pelo relator, Bertinho Scandiusi. Apesar de terem conseguido um habeas corpus preventivo na quarta-feira, que os dispensava de depor, os executivos mantiveram-se em silêncio, atitude considerada lamentável pelo presidente da CPI.
Justificativa da defesa e réplica da CPI
O advogado Fernando Albino, representante da Egea, justificou o silêncio alegando que os executivos não pertenciam à empresa que assinou o contrato e que a estratégia era recorrer a uma decisão judicial. Marcos Papa rebateu a justificativa, argumentando que os executivos controlam 99,9% da empresa e não podem alegar desconhecimento dos fatos, principalmente considerando que o contrato multimilionário foi anunciado na bolsa de valores. Papa criticou a falta de transparência da Egea, que esconde informações no seu site oficial. A CPI pretende continuar investigando para que a lei anticorrupção seja aplicada.
Próximos passos da investigação
O contrato entre a Egea e o Daerp, inicialmente de R$ 69 milhões, chegou a R$ 88 milhões após aditivos. A CPI pretende ouvir outros depoimentos nas próximas semanas, incluindo Rafael Luciano e Leonardo Cavalcanti, funcionários do Daerp que compareceram à audiência, mas não puderam depor por falta de notificação oficial. A investigação busca esclarecer as irregularidades e punir os responsáveis pelo escândalo.
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A postura dos executivos da Egea gerou grande repercussão e levanta suspeitas na opinião pública. Embora o advogado da empresa afirme que a colaboração se tornará evidente com o tempo, a falta de transparência e o silêncio durante a CPI demonstram uma clara falta de compromisso com a elucidação dos fatos. A investigação segue em andamento, com a expectativa de novas revelações nos próximos depoimentos.



