Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Um estudo recente realizado no Brasil revelou que apenas 26% dos entrevistados reconhecem a inatividade física como um fator de risco para doenças cardiovasculares. Esse índice está abaixo do esperado, Exercícios físicos diminuem o risco de doenças cardiovasculares, considerando que especialistas afirmam que a maioria da população deveria estar ciente da relação entre sedentarismo e problemas cardíacos, como infarto e derrame cerebral.
Além da baixa percepção do risco, a prática regular de atividade física no país também é reduzida. Entre os homens, a frequência de exercícios varia entre 15% e 30%, enquanto entre as mulheres fica entre 7% e 20%, segundo pesquisas semelhantes. Esses números indicam que uma parcela significativa da população brasileira não adota hábitos que poderiam contribuir para a prevenção de doenças crônicas.
Benefícios dos exercícios para a saúde cardiovascular
Exercícios aeróbicos, como natação, caminhada, corrida e ciclismo, quando realizados regularmente, proporcionam benefícios significativos para a circulação sanguínea. Um dos principais efeitos é a redução da pressão arterial, fator crucial para pessoas com hipertensão. Segundo especialistas, o treinamento físico adequado pode reduzir a pressão arterial, por exemplo, de 14,5 por 9 para 13,5 por 8,5, ajudando a controlar a pressão sem a necessidade de medicamentos.
Leia também
“O treinamento físico adequado pode reduzir a pressão arterial, por exemplo, de 14,5 por 9 para 13,5 por 8,5, controlando a pressão sem o uso de medicamentos”, explicou o especialista.
Variabilidade nas respostas ao exercício: As respostas ao exercício físico podem variar entre os indivíduos, assim como ocorre com tratamentos medicamentosos para diversas doenças. Por isso, é fundamental que a prática seja orientada e adequada a cada pessoa, levando em consideração suas condições físicas, idade e possíveis limitações. A personalização do programa de exercícios contribui para melhores resultados e menor risco de lesões.
Consequências da inatividade física: A inatividade está associada não apenas a doenças cardiovasculares, mas também a outras condições crônicas, como diabetes, osteoporose — esta mais comum em mulheres — obesidade e alterações intestinais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a inatividade física seja responsável por cerca de 2 milhões de mortes anuais em todo o mundo, além de 22% dos casos de infarto e aproximadamente 15% dos casos de diabetes.
Entenda melhor
Além dos riscos já mencionados, a inatividade física está relacionada a um aumento na incidência de câncer de intestino e de mama. Por outro lado, a prática regular e orientada de exercícios pode reduzir em cerca de 20% o risco de infarto do miocárdio. O estímulo à atividade física, portanto, é uma estratégia importante para a saúde pública.
“Se você não está disposto a se exercitar, lembre-se da frase do psiquiatra Sigmund Freud: ‘A inteligência é o único meio que possuímos para dominar nossos instintos’. Portanto, mexa-se e viva melhor”, concluiu o especialista.



