Existem fatores de risco para o Transtorno do Espectro Autista?
A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual Múltipla é um momento importante para aumentar a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em entrevista, o Dr. Ivân Savioli abordou diversos aspectos relacionados ao TEA, desde os fatores de risco até os sinais e tratamentos disponíveis.
Fatores de Risco para o TEA
A genética desempenha um papel crucial no desenvolvimento do autismo. Além disso, a idade avançada dos pais ao terem filhos pode aumentar a probabilidade de alterações genéticas. Fatores ambientais, como a exposição a poluentes durante a gravidez, também são considerados. Infecções maternas, hipertensão e o excesso de ganho de peso da mãe durante a gestação podem contribuir para o risco de TEA.
É importante ressaltar que a pressão alta materna, por si só, não é suficiente para causar o TEA. Geralmente, a criança já possui uma predisposição genética, e a hipertensão materna pode aumentar as chances de desenvolvimento do transtorno. As causas do TEA são multifatoriais, sendo a genética um fator muito importante.
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Sintomas e Sinais do TEA
Os sintomas do TEA podem variar em grau, já que se trata de um espectro. Dificuldades na interação e comunicação social são comuns, como a dificuldade em estabelecer conversas, manter contato visual e desenvolver relacionamentos. Comportamentos repetitivos ou restritos também são observados, como o interesse excessivo por partes de objetos ou a fixação em rotinas.
Crianças com TEA podem apresentar interesses muito específicos ou um hiperfoco em determinados assuntos, demonstrando um conhecimento aprofundado em áreas específicas, mas com dificuldades em outras áreas. É fundamental que esses sintomas estejam presentes desde o início da vida da criança.
É importante lembrar que um único sintoma não é suficiente para diagnosticar o autismo. A criança precisa apresentar uma combinação de sintomas que causem prejuízo em seu desenvolvimento.
Diagnóstico e Tratamento do TEA
Não existe um exame específico para detectar o TEA. O diagnóstico é feito por meio do acompanhamento e observação da criança. É essencial encaminhar a criança para estimulação assim que surgirem os primeiros sinais de TEA, sem esperar o diagnóstico definitivo. O tratamento precoce pode trazer benefícios significativos.
O TEA não tem cura, mas existem tratamentos multidisciplinares que podem melhorar a qualidade de vida da pessoa com autismo. O tratamento envolve o acompanhamento de pediatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e, em alguns casos, psiquiatras infantis. É importante ressaltar que a informação de que vacinas causam autismo é falsa e não possui embasamento científico.
A conscientização e o tratamento adequado são fundamentais para garantir o bem-estar e o desenvolvimento das pessoas com Transtorno do Espectro Autista.